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9 de outubro de 2017
publicado às 13h07
A força do Brasil Central e desafios para o desenvolvimento são debatidos durante fórum de governadores

A força do Brasil Central e desafios para o desenvolvimento são debatidos durante fórum de governadoresOs estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Maranhão e Distrito Federal fazem parte do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central e, mais que isso, representam quase 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 1/3 de superávit da balança comercial no último ano. A força desse bloco e os desafios para o desenvolvimento regional foram apontados durante a 5ª reunião do Fórum de Governadores do Brasil Central (BrC), realizada hoje (6), em Porto Velho.

Responsável pela palestra ‘‘Desenvolvimento de Ações Estratégicas de Infraestrutura, Logística e Desenvolvimento Regional’’, o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Rondônia, Valdemar Camata Júnior, apresentou aos governadores do Consórcio Brasil Central ações estratégias para superar desafios comuns aos estados.

Para o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) de Rondônia, George Braga, o progresso e desenvolvimento do Brasil, especialmente do Brasil Central, passa por três eixos. “Infraestrutura e logística para poder escoar a produção dos estados. O outro eixo é de ciência e tecnologia e o terceiro meio ambiente e sustentabilidade. São os três eixos de maior preocupação do Brasil Central”, aponta.

E dentre eles é a logística que requer uma atenção especial. ‘‘O primeiro grande desafio para todos é a logística, até porque o Brasil é um país de dimensões continentais e se não trabalhar com foco e com força na solução de problemas de logísticas, nós teremos atrasos nas oportunidades de desenvolvimento’’, considera Camata.

Para ele, com o esforço em superar os desafios da logística é possível evoluir mais no fluxo de produção de bens e serviços. ‘‘Poderemos ampliar a capacidade de atender a mais mercados e assim abastecer toda a América do Sul’’, afirma.

Entre as ações estratégias apontadas para o Brasil Central está a parceria com países vizinhos. ‘‘Não podemos permanecer de costa para nossos vizinhos amazônicos andinos. Estamos há anos trabalhando com o Atlântico e eles com o Pacífico e eles estão ávidos para negociar com o Brasil, mas parece que nós o ignoramos durante muito tempo’’, conta.

O presidente disse ainda que Rondônia ocupa um papel estratégico no avanço do desenvolvimento do Brasil Central. ‘‘Rondônia é o estado-chave, o fator de interligação entre o Brasil Central aos países da Amazônia Andina’’, relata. Camata ainda propôs durante o fórum que as oportunidades encontradas no Brasil Central sejam lançadas para o mundo conhecer.

‘‘Nós temos a rodovia de acesso ao Peru que está em pleno funcionamento, nos próximos meses devemos inaugurar a ponte sobre o rio Abunã aqui em Porto Velho, temos o modal hidroviário para o Amazonas que funciona a pleno vapor. O que devemos fazer é que isso se amplie e chegue a níveis que reflitam os potenciais que existem nessas economias’’, afirma.

Diante dos contratempos da economia brasileira, ele acredita que os investimentos para a região virão de investidores privados. (Secom – Governo de Rondônia).

 

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