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12 de julho de 2018
publicado às 08h19
Ativistas criticam rodeios após morte de peão e apontam maus-tratos a animais

Ativistas criticam rodeios apos morte de peao e apontam maus tratos a animaisAs consequências negativas dos rodeios, para animais e humanos, foram criticadas por ativistas pelos direitos animais após a morte recente de um peão em um rodeio em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul.

Uéliton Flavio, de 24 anos, morreu após cair de um touro e ter a cabeçada acidentalmente pisoteada pelas patas de um touro em um rodeio realizado na Exposição de Paranaíba. A diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Vânica Plaza Nunes, lamenta a morte do jovem, mas reforça que o animal não teve culpa por ter pisoteado Uéliton. De acordo com a ativista, o comportamento de um touro ou cavalo ao entrar na arena expõe o alto nível de estresse ao qual o animal foi submetido.

“Não é um comportamento normal do animal, é nítido o nível elevado de estresse do animal. Infelizmente as pessoas ainda participam dessas práticas, se submetendo a grandes riscos. Os animais ficam com ferimentos pelo corpo, isso é inaceitável”, critica.

Vânia lembra ainda que os peões são pessoas iludidas que fazem parte do rodeio, evento no qual apenas grandes empresários realmente se dão bem às custas do sofrimento animal e da participação de peões que colocam a vida em risco.

“É um grupo de empresário que ganha em cima disso, pessoas que já possuem dinheiro e querem ganhar ainda mais. Eles prometem grandes prêmios para peões. Normalmente eles realizam rodeio e vaquejadas em cidades pequenas, mas isso não contribui em nada para qualidade de vida e os animais são submetidos a maus-tratos”, diz.

A ativista conta ter participado de recentes audiências públicas em Cuiabá (MT) sobre rodeios e práticas similares. Segundo ela, os defensores destas ativistas arcaicas, como rodeios e vaquejadas, tentavam, durante as audiências, justificar a exploração e os maus-tratos impostos aos animais com argumentos descabidos.

“Ouvimos coisas absurdas, eles falaram que até o Neymar se machuca quando entra em campo, tentando justificar o fato dos animais saírem machucados. Não existe essa comparação, mas elas foram feitas”, afirma. As informações são do portal TopMídiaNews.

A presidente do Abrigo dos Bichos da Capital, Maria Lúcia Metello, também apontou o comportamento dos animais na arena como indicativo de estresse. De acordo com ela, a forma como um touro ou cavalo se comporta durante os rodeios demonstra que eles são maltratados.

“Algumas pessoas falam que o rodeio é esporte, esporte é algo que causa prazer para aquele que pratica. No rodeio, o animal não fez a escolha de estar naquele local. É uma estupidez a continuação do rodeio, infelizmente, além do animal passar por coisas ruins, vidas estão se perdendo”, explica.

Maria revela que já teve conhecimento de um caso no qual o animal morreu em um rodeio. “O touro chifrou o cavalo, que teve o intestino exposto e ficou ali agonizando no local. Essa situação tem que ser revista e essa prática tem que ser extinta”, diz. Casos como o citado por Maria não são incomuns. No rodeio de Barretos, em 2011, um bezerro ficou tetraplégico, e depois foi sacrificado, após ter a coluna cervical quebrada pelo peão Cesar Brosco durante a prova de bulldog. No fim do ano passado, um touro ficou gravemente ferido e agonizou de dor após ter uma perna quebrada em um rodeio na Austrália, o que ocorreu também, recentemente, no Adamantina Rodeo Festival, na cidade de Adamantina (SP). Relatos de agressões durante esses eventos também são frequentes. 

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