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1 de outubro de 2018
publicado às 17h48
Série educativa mostra a diversidade dos habitantes da Amazônia

Serie educativa mostra a diversidade dos habitantes da Amazonia

Por Frederico Brandão e Jorge Eduardo Dantas

O Dia da Defesa da Fauna, comemorado em 22 de setembro, foi a data escolhida pelo WWF-Brasil para lançar mais um vídeo da série “Residentes da Floresta”. De caráter educativo, os vídeos trazem informações sobre algumas das espécies mais marcantes e raras das florestas da Amazônia, a partir de imagens capturadas por armadilhas fotográficas, instaladas na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes (AC).

A anta (Tapirus terrestris), maior mamífero da América do Sul, é a nova espécie a ser retratada. O primeiro vídeo, divulgado em abril deste ano, mostrou o primeiro registro em florestas amazônicas da pacarana (Dinomys branickii), espécie rara e pouco conhecida da ciência. Para assistir o vídeo acesse aqui

O trabalho é uma parceria do WWF-Brasil, da Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta) e da Associação de Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (Amoprex), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do conselho gestor da Resex Chico Mendes.

Ao todo, serão 10 vídeos, um a cada mês, que retratam os resultados de uma iniciativa que instalou 20 armadilhas fotográficas no interior da Resex. O trabalho inédito feito em parceria com os comunitários da Resex, que têm monitorado a fauna presente nas áreas de manejo florestal da unidade de conservação (UC). Com as câmeras têm sido possível avaliar o impacto da extração madeireira na fauna local, e auxiliar os comunitários a comprovarem que esta atividade econômica não provoca impacto permanente na vida dos animais daquele local.

De acordo com o biólogo e analista de conservação do WWF-Brasil, Felipe Spina, o monitoramento é importante para revelar informações sobre as espécies, mas, principalmente, para mostrar o impacto da ação humana na vida da floresta.

“Os registros foram feitos no interior da Resex nas áreas onde há exploração de madeira e castanha pelos comunitários. Esse é um indicativo de que o uso da floresta e a manutenção da fauna podem coexistir, desde que regras sejam obedecidas para utilizar os recursos da floresta de forma sustentável e garantir que os animais continuem por ali e sofram poucos impactos”, explica Felipe Spina.

Armadilhas

As armadilhas fotográficas são câmeras normais equipadas com melhorias tecnológicas e apropriadas para o ambiente selvagem. Elas ficam escondidas e amarradas em árvores, funcionando com sensores de luz. Toda vez que um animal passa pela frente do equipamento, a câmera dispara automaticamente e tira uma foto ou inicia uma gravação audiovisual.

Essas câmeras utilizam infravermelho gravando bem à noite sem necessitar de luz adicional, e não espantam ou agridem os animais. Por isso, elas vêm sendo cada vez mais adotadas por conservacionistas ao redor do globo.

Desde que foram instaladas na Resex Chico Mendes, em dezembro de 2017, as câmeras fizeram mais de 2 mil registros. A instalação aconteceu em oficinas que reuniram cerca de 20 extrativistas e treinaram quatro deles para serem os “operadores locais” dos equipamentos.

Mais de 30 espécies diferentes de animais foram flagradas pelas câmeras, entre elas estão tatus (Dasypus sp.), veados (Mazama sp.), macacos-guariba (Alouatta seniculus), macacos-prego (Cebus apela), jaguatiricas (Leopardus pardalis), entre vários outros.

Sobre a Resex Chico Mendes

A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes foi criada em 1990 e possui mais de 970 mil hectares. Ela abrange sete municípios do Acre e possui cerca de 10 mil habitantes. A Resex é uma das 117 unidades de conservação apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

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