16 de novembro de 2018
publicado às 13h58
Em decisão histórica, Califórnia aprova lei de proteção para galinhas, porcos e bezerros

Em decisao historica, California aprova lei de protecao para galinhas, porcos e bezerrosOs eleitores californianos disseram “sim” a uma das leis mais progressistas do mundo no que se refere à proteção animal: com 61% dos votos, eles concordaram que porcos, galinhas e bezerros, criados pela indústria de alimentos, devem ter um espaço adequado e determinado por legislação para viver.

“Os eleitores da Califórnia enviaram uma mensagem em alto e bom som que rejeita o confinamento cruelem jaulas feito pela indústria da carne e dos ovos”, diz Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos. “Graças à parceria de diversas entidades e ao trabalho voluntário de milhares de pessoas, esses animais não viverão mais trancados miseravelmente em gaiolas minúsculas durante suas vidas inteiras”.

Em março deste ano, mostramos aqui, neste outro post, o empenho da Humane Society para tentar a aprovação da nova lei. Agora ficará definido exatamente o espaço mínimo que cada animal deve ter. Além disso, o texto estabelece que não só a indústria será punida caso não obedeça as exigências, mas também os Departamentos de Alimento e Agricultura e Saúde Pública, caso não fiscalizem os estabelecimentos de criação.

A legislação recém-aprovada entra em vigor a partir de 2020 para gado e aves (galinhas, perus, patos, etc). Depois, em 2022, começa a valer também para a produção de porcos. Em quatro anos, ficará proibida a venda de ovos na Califórnia vindos de galinhas criadas em gaiolas.

E não é só. As exigências deverão ser obedecidas não apenas por fazendeiros locais, mas também aqueles de outros estados e países, que vendem seus produtos para a Califórnia.

Desde 2015, criadores já eram obrigados a garantir que galinhas, porcos e vacas confinados conseguissem, pelo menos, ter espaço suficiente para levantar, deitar e esticar seus membros.

Atualmente, no mundo todo, animais vivem enjaulados em recintos mínimos – da hora que nascem até o momento de seu abate – sem poder se movimentar. Estressados, eles produzem substâncias nocivas que, segundo as entidades defensoras dos direitos dos animais, acabam na carne ou ovos que comemos. Estudos indicam, por exemplo, que a bactéria salmonela é encontrada mais comumente entre galinhas criadas em gaiolas do que aquelas que vivem em espaços abertos.

Leia também:
Pele descartada de cirurgias plásticas substitui uso de animais em testes de cosméticos
Brasileira recebe prêmio internacional por pesquisa com alternativa a testes com animais
#AnvisaPoupeVidas: ajude a evitar a morte de milhares de animais em testes de agrotóxicos

Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Compartilhar
Notícias Relacionadas
Comentários 
0
Escreva um comentário

Portal da Amazônia Legal © Todos direitos reservados 2014