16 de novembro de 2018
publicado às 14h44
Pesquisa quer identificar nível de contaminação por mercúrio em peixes nos rios

Por G1 RR

Uma expedição feita no Rio Branco, em Roraima, coletou mais de 2 mil amostras para identificar os níveis de contaminação por mercúrio nos peixes do estado. A pesquisa foi feita em 12 dias por membros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Para fazer o diagnóstico foram coletados peixes nos rios Branco, Mucajaí e Uraricoera, incluindo a compra de pescado nos mercados de peixe das cidades de Caracaraí e Mucajaí.

O resultado sobre a possível contaminação dos peixes pelo mercúrio deve sair em 180 dias. A coleta foi feita de 29 de outubro a 9 de novembro.

Segundo a equipe do ICMBio e INPA, as amostras foram coletadas de 240 peixes e incluem tecidos, escamas, nadadeiras, sangue e órgão vitais.

A pesquisa vai avaliar a presença de mercúrio e possíveis efeitos prejudiciais à saúde dos peixes, informou a pesquisadora Fabíola Domingos Moreira, do Inpa. “Essa contaminação pode refletir em redução do pescado para a população”, disse.

A equipe foi coordenada pelo analista ambiental Bruno Souza, do ICMBio.

“O estudo contribuirá para a implementação de um protocolo de monitoramento de metais pesados que será fundamental para a conservação dos ambientes aquáticos da Amazônia e manutenção da qualidade do pescado da região”, disse Bruno Souza.

O metal pesado mercúrio é utilizado no garimpo ilegal de ouro sendo liberado no ambiente e atingindo os rios e igarapés. Estudos anteriores realizados pela Fundação Oswaldo Cruz revelaram alto índice de contaminação do metal na terra indígena Yanomami. Os maios afetados são indígenas que vivem nas proximidades das áreas de garimpo.

Pesquiasdores passaram duas semanas coletando as amostras dos peixes na bacia do Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Pesquiasdores passaram duas semanas coletando as amostras dos peixes na bacia do Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Conforme o pesquisador do ICMBio, Romério Bríglia, a pesca é uma atividade importante no estado, com mais de 6 mil pescadores profissionais atualmente em atividade e é fonte expressiva de alimento e de renda em Roraima.

A expedição teve apoio Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica O (CEPAM) do ICMBio, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),Instituto de Amparo à Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Roraima (IACTI-RR), Universidade do Estado do Amazonas e Universidade Federal do Amazonas. A ação teve financiamento do Ministério do Meio Ambiente por meio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

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