26 de novembro de 2018
publicado às 13h14
UFT terá sistema para gerar energia limpa e sustentável em 2019

UFT tera sistema para gerar energia limpa e sustentavel em 2019

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Redução na despesa com energia elétrica será entre 10% e 15%, uma economia de até R$ 1,2 milhão ao ano

A Gestão da UFT viabilizou o montante de R$ 2.517.030 para compra de painéis de fotovoltagem por meio de captação de recursos extraorçamentários junto ao Ministério da Educação (MEC). A ação possibilitará uma redução no gasto com energia elétrica entre 10% a 15%, que, em valores absolutos, representam uma economia entre R$ 800 mil a R$ 1,2 milhão ao ano.

Assinatura do contrato ocorreu na Prefeitura UniversitáriaAssinatura do contrato (Foto: bruna.santos)

O contrato com a empresa Isofen – responsável pela instalação dos painéis – já foi assinado. A partir de agora a empresa terá 120 dias para instalar o sistema. Isso inclui o processo de elaboração de projeto, licença junto a Energisa, compra de equipamento e instalação. A intenção é que a UFT esteja produzindo uma parte da sua energia de forma limpa e sustentável até março de 2019.

Para o diretor técnico da Isofen, Leonardo Samir Moura, a Universidade está ampliando um olhar futurista ao adquirir energia sustentável. “A UFT está inovando e tendo um olhar futurista, pois não está pensando somente em economia financeira, mas também no futuro dos seus alunos e da humanidade em geral por se tratar de uma energia sustentável.”

Inicialmente serão instalados 600 KWp, o que representa cerca de 1800 módulos fotovoltaicos. Alguns pontos já estão definidos para receber as placas: o complexo laboratorial, o Bloco J, o Restaurante Universitário e a Prefeitura Universitária são alguns deles. “Além disso, estão sendo estudadas outras áreas, tais como o estacionamento da reitoria, do complexo laboratorial e da usina de solo”, destacou Romildo Belém da Silva, coordenador de serviços da Prefeitura Universitária.

O sistema de compensação de energia elétrica permite que a energia excedente gerada pela unidade consumidora com minigeração seja injetada na rede da distribuidora, que funcionará como uma bateria, armazenando o excedente. Quando a energia injetada na rede for maior que a consumida, o consumidor receberá um crédito em energia (kWh) a ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário (para consumidores com tarifa horária) ou na fatura dos meses subsequentes. Os créditos de energia gerados continuam válidos por 60 meses.O sistema de compensação de energia elétrica permite que a energia excedente gerada pela unidade consumidora com minigeração seja injetada na rede da distribuidora, que funcionará como uma bateria, armazenando o excedente. Quando a energia injetada na rede for maior que a consumida, o consumidor receberá um crédito em energia (kWh) a ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário (para consumidores com tarifa horária) ou na fatura dos meses subsequentes. Os créditos de energia gerados continuam válidos por 60 meses.

Trabalho em conjunto

O reitor da UFT, Eduardo Bovolato, explica que a implantação desse sistema compensador de energia faz parte do planejamento estratégico da instituição, que envolve um conjunto de ações. “Começamos a idealização do projeto na Diretoria de Sustentabilidade e Meio Ambiente, dentro de uma programação de eficiência energética, onde o uso racional de energia elétrica culminaria com a implantação de um conjunto de painéis fotovoltaicos. Agora vamos correr atrás de novos recursos para a expansão”, garante ele.

Para o pró-reitor de Administração e Finanças da Universidade, Jaasiel Lima, essa ação representa o esforço conjunto da gestão junto à Prefeitura Universitária e Pró-reitorias de Administração e de Planejamento e Avaliação, pelas quais foi possível viabilizar em curto espaço de tempo – menos de um mês – a formalização da demanda. “Os esforços dispensados em conjunto e de mãos dadas pelo núcleo operacional desta instituição tem rendido produtos exitosos”, comemora o pró-reitor.

Expansão

O processo de energia limpa começa no Câmpus de Palmas, pois o consumo de energia dele corresponde a 56% dos gastos da Universidade. Então naturalmente a opção por começar pela capital é tentar reduzir o gasto global de energia elétrica ao longo do ano. “Dependendo do aporte de novos recursos de investimento de capital, a ideia é realmente estender essas usinas para os demais Câmpus. A gente gostaria muito e esperamos que possamos ampliar essa cobertura de geração de energia limpa”, garante o reitor da UFT.

Ensino e Pesquisa

A instalação dos painéis fotovoltaicos também irá beneficiar cursos como o de Engenharia Elétrica, o sistema será um laboratório para os professores e estudantes. Estudos como a análise do impacto da inserção da usina solar na qualidade da energia da Universidade já estão sendo realizados.

Alcy Monteiro Júnior, professor do curso de Engenharia Elétrica que está participando do projeto, explica que para além das pesquisas que serão realizadas, há a perspectiva da criação de um programa de Pós-graduação na área de Energia Solar.

Compartilhar
Notícias Relacionadas
Comentários 
0
Escreva um comentário

Portal da Amazônia Legal © Todos direitos reservados 2014