16 de janeiro de 2019
publicado às 12h56
Moradores relatam prejuízos com alagamentos próximos a canal

Moradores relatam prejuizos com alagamentos proximos a canalMoradores da Travessa Pedro de Oliveira Gomes, no bairro Novo Esperança, Zona Sul de Macapá, reclamam do sufoco que vivem durante o período chuvoso. Muitos já perderam diversos móveis após as constantes inundações por causa do transbordamento do canal que corta a via.

De acordo com os moradores do local, por conta das chuvas nos últimos dias, a água do canal subiu mais de um metro de altura, atingindo diversas casas da região. Eles afirmam que algumas pessoas perderam tudo.

O titular da Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística (Semur), Augusto Almeida, informou que tanto o canal do Nova Esperança, como todos os outros da cidade estão passando por limpeza desde o início do ano. Ele ressalta que o “grande vilão” é o aterramento do canal e o despejo de lixo, que não permitem que a água seja drenada.

Augusto Almeida, secretário titular da Semur — Foto: Jorge Abreu/Arquivo G1

Augusto Almeida, secretário titular da Semur — Foto: Jorge Abreu/Arquivo G1

“Eles [os canais] estão tomados de muito caroço de açaí, muito lixo de todo o tipo. Os canais são caminhos naturais de drenagem das águas, mas sem a colaboração da população é difícil solucionar o problema. Infelizmente algumas casas são invadidas pela água nesse período de chuvas fortes”, disse Almeida.

Ainda segundo a pasta, só no canal do Nova Esperança já foram removidas mais de 60 toneladas de lixo. A prefeitura estuda sinalizar o local com o intuito de conscientizar a população.

Mecânico Edson Sena mora há sete meses no bairro Nova Esperança — Foto: Carlos Alberto Jr/G1

Mecânico Edson Sena mora há sete meses no bairro Nova Esperança — Foto: Carlos Alberto Jr/G1

O mecânico Edson Sena, de 58 anos, mesmo morando há sete meses no bairro já teve seus primeiros prejuízos. Ele elevou a calçada da casa, mesmo assim, alguns móveis foram perdidos.

“A gente chegou já com a calçada elevada por conta desse problema [inundações], mas depois que o canal transborda, as chances de nossas casas alagarem são muito grandes. Perdi uma geladeira e um sofá”, lamentou.

Pedreiro Edivaldo Marques pede que populares não joguem lixo no canal — Foto: Carlos Alberto Jr/G1

Pedreiro Edivaldo Marques pede que populares não joguem lixo no canal — Foto: Carlos Alberto Jr/G1

Já para quem mora há mais tempo no bairro, como o pedreiro Edivaldo Marques, de 49 anos, esse problema também é em parte da população, que costumeiramente joga lixo no canal.

“Claro que a gente pede limpeza, mas também tem muita sujeira na canal que é jogada pelos próprios moradores. Temos que ter consciência que esse problema também é nosso. São nossas coisas que perdemos quando as casas são alagadas”, ressaltou.

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