16 de fevereiro de 2019
publicado às 14h21
Defesa Civil visita casas perto da Barragem do Paranoá

Defesa Civil comeca a visitar casas perto da Barragem do ParanoaA Defesa Civil do Distrito Federal começou a visitar, nesta semana, famílias que moram nas imediações da Barragem do Lago Paranoá. Os encontros são para orientar os moradores sobre as medidas a serem tomadas em casos de emergência.

A barragem é classificada pela Agência Nacional de Águas como de baixo risco, mas alto dano potencial associado. Isso significa que a estrutura é segura mas, se algo acontecer, o prejuízo ao meio ambiente e à sociedade pode ser grande.

As visitas serão concentradas nos núcleos rurais Paranoá e Boqueirão, que ficam logo “abaixo” da barragem no sentido do relevo. Segundo a Defesa Civil, a Barragem do Paranoá é segura e ninguém precisará deixar as casas – mas é necessário ter, sempre, um plano de emergência.

Além de dar orientações, os agentes estão registrando a quantidade de pessoas em cada casa, e quantas são idosas, crianças ou têm dificuldade de locomoção. Pontos de encontro também serão sinalizados para que os moradores se reúnam, em caso de rompimento.

A partir desta sexta-feira (15), um carro de som passará pela região alertando para o teste da sirene da barragem, que deve acontecer na segunda (18). A ideia é saber se o som da sirene consegue alcançar as famílias que moram mais longe, em um raio de até 10 km da barragem.

Atenções voltadas

No início de fevereiro, o Ministério Público do DF entrou com ação judicial para obrigar o governo local a encerrar o trânsito sobre a Barragem do Paranoá. Os caminhões e os veículos de carga já serão proibidos a partir de 1º de março, mas a ação tenta barrar até o trânsito de veículos pequenos.

O MP propõe que uma nova via seja construída para ligar a DF-001 e a DF-025, evitando os veículos sobre as comportas.

Assim como as barragens do Torto e de Santa Maria – que foram incluídas em uma lista de inspeção prioritária pela Agência Nacional de Águas –, a do Paranoá lida apenas com água pura, e não com rejeitos de mineração. Ela é classificada como “uso misto”, porque também funciona gerando energia a partir do fluxo de água.

Segundo a CEB e o DER, a Barragem do Paranoá tem características completamente distintas das construções de Brumadinho e Mariana, e não corre risco semelhante. A companhia elétrica diz que um laudo emitido em 29 de janeiro descartou risco grave na estrutura.

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