1 de setembro de 2019
publicado às 09h49
Queimadas causam prejuízos em propriedades rurais de Mato Grosso

Queimadas causam prejuizos em propriedades rurais de Mato Grosso

Fogo atingiu lavouras e prejudicou o solo de agricultores que estavam se preparando para o plantio da safra de verão, que começa no dia 15 de setembro.

Queimadas causam prejuízos em propriedades rurais de Mato Grosso

Queimadas causam prejuízos em propriedades rurais de Mato Grosso

Mato Grosso é um dos estados mais atingidos pelas queimadas neste ano. De janeiro a agosto, foram registrados mais de 15 mil focos de incêndio. Além das florestas, áreas de plantio e pastagem também sofreram com o fogo.

No norte do estado, as queimadas na beira de estradas têm sido constantes. E, quando o fogo não é controlado, o incêndio pode chegar até as áreas de lavoura justamente no período em que os produtores rurais se preparam para o plantio da safra de verão, que começa no dia 15 de setembro.

Foi o que aconteceu com o agricultor Sidnei Hübner, que produz em 310 hectares no município de Sorriso. A área estava pronta para o cultivo, mas o fogo se alastrou pela palhada seca, deixando o solo prejudicado para o plantio.

O fogo também passou bem perto da casa onde ele mora com a família. Glaucia Peske, esposa do produtor, e os filhos do casal ainda não conseguiram esquecer o incêndio.

A 30 km da propriedade de Hübner, mais prejuízos. O agricultor Argino Bedin perdeu 440 hectares que também estavam prontos para o plantio.

Bombeiros, vizinhos e funcionários da fazenda levaram mais de dois dias para conter a chamas. Foram usados três caminhões-pipa e aviões para controlar o incêndio.

Bedin ainda não conseguiu calcular os prejuízos na área onde ele planta soja e milho há mais de 40 anos.

O agrônomo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Emílio de Azevedo explica que o solo queimado pode levar anos para se recuperar.

Foi o que o produtor rural Eloi Bedin passou. A fazenda dele pegou fogo em 2011 e precisou de seis anos para conseguir recuperar totalmente o solo.

Ele explica que nesse período a produtividade caiu muito na área. Antes do fogo colhia 63 sacas de soja por hectare, depois da queimada só 56. Isso gerou um prejuízo de cerca de R$ 500 mil no período.

 

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