5 de novembro de 2019
publicado às 17h17
Visitação ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos segue fechada

Visitacao ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos segue fechadaAnúncio da prorrogação da visitação foi feito na tarde de terça-feira (5), após reunião.

A suspensão da visitação ao Parque de Abrolhos, localizado na região sul da Bahia, por conta da chegada de manchas de óleo à região, foi prorrogada até o dia 14 de novembro. O anúncio foi feito, na tarde desta terça-feira (5), pelo chefe do parque, Fernando Pedro Marinho Repinaldo Filho, após a realização de uma reunião.

Nesta terça-feira, no entanto, o chefe do parque anunciou, por meio de uma Ordem de Serviço, que a prorrogação da suspensão das visitas, até o dia 14, tem como objetivo “garantir o máximo empenho das equipes envolvidas nos esforços de prevenção, controle e remoção do óleo, bem como a necessidade de minimizar ao máximo riscos a saúde de visitantes”.

A direção do parque informou que a suspensão da visitação leva em consideração a confirmação da chegada de resíduos no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, com subsequente chegada de fragmentos do petróleo nas ilhas Redonda e Siriba, bem como constatação de fragmentos em alguns pontos no mar, ainda que em quantidades pequenas e esparsas.

Diz que a decisão também leva em conta o fato de que a limpeza dos ambientes afetados exige grande esforço e mobilização de toda equipe do ICMBio, voluntários e militares mobilizados no Arquipélago dos Abrolhos, restrita aos horários de marés baixas.

Ainda de acordo com a direção do parque, a medida considera que nos próximos dias está previsto o início de ciclo de maré de sizígia (com maior amplitude na variação do nível do mar, consequente maior força na circulação de correntes marinhas no local), podendo haver novo aparecimento de fragmentos e mesmo a ressuspensão daqueles já aprisionado nas praias do Arquipélago dos Abrolhos.

Também nesta terça, as manchas de óleo voltaram a aparecer na cidade de Maraú, no baixo sul da Bahia. O registro foi na Praia da Bombaça, que fica no distrito de Barra Grande.

Os fragmentos serão recolhidos pela prefeitura de Maraú, que tem monitorado a região litorânea do município.

A volta das manchas tem sido frequente nas praias baianas, inclusive em Salvador. Também nesta terça, as praias de Pituaçu (que fica no bairro de mesmo nome), Pedra do Sal (em Itapuã) e Armação (no Costa Azul) voltaram a ser atingidas.

Outros dois municípios tiveram casos confirmados durante esta manhã: Nova Viçosa e Santa Cruz Cabrália. Com esses registros, a Bahia passa a ter 30 municípios atingidos, mais o Parque Nacional dos Abrolhos.

Na capital, a praia de Pedra do Sal, em Itapuã, voltou a receber manchas nesta terça (5). Na segunda-feira (4), equipes da Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb) estiveram no local para remover as placas de óleo, que foram encontradas principalmente nas pedras.

Durante esta manhã, as equipes voltaram a Itapuã para retirar fragmentos. Já em Pituaçu e Armação, pequenas manchas foram localizadas principalmente na beira da praia. O material foi removido pelas equipes, mas ainda não há informação de quanto foi retirado dos dois locais.

Manchas na Bahia

As manchas de óleo começaram a chegar à Bahia em 3 de outubro, quase um mês após o início do problema no país. Ao menos 30 cidades baianas e o Parque Nacional de Abrolhos já foram atingidos. O Governo do Estado decretou situação de emergência.

Os pequenos fragmentos de óleo foram detectados em Abrolhos – berço de baleias-jubarte e de espécies raras de corais foram confirmados pela Marinha no dia 2 de novembro. Por causa disso, a visitação a Abrolhos foi suspensa por três dias.

Desde o início da semana, quando praias de municípios próximos foram contaminadas, pescadores realizavam uma força-tarefa para impedir que o petróleo chegasse a essa região, porém a ação não impediu o problema.

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