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18 de setembro de 2017
publicado às 12h57
50º Festival de Brasília é aberto com homenagem a cineastas

50º Festival de Brasília é aberto com homenagem a cineastasCerimônia só para convidados, na noite desta sexta (15), foi conduzida pelos atores Juliano Cazarré e Dira Paes. Público assistiu à estreia no Brasil do filme do diretor Felipe Bragança, que tem no elenco o ator Cauã Reymond

AMANDA MARTIMON, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

A maratona do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começou na noite desta sexta-feira (15), no Cine Brasília (106/107 Sul). A cerimônia — exclusiva para convidados — foi conduzida pelos atores Juliano Cazarré e Dira Paes.

O ator Matheus Nachtergaele surpreendeu a plateia na abertura da cerimônia, declamando texto em que celebrou a importância do festival e de Brasília para o audiovisual nacional. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
O ator Matheus Nachtergaele surpreendeu a plateia na abertura da cerimônia, declamando texto em que celebrou a importância do festival e de Brasília para o audiovisual nacional. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Logo de início, o ator Matheus Nachtergaele surpreendeu a plateia. Ele passeou pelas poltronas, antes de subir ao palco, declamando texto em que celebrou a importância do festival e de Brasília para o audiovisual nacional.

“Cinquenta anos de cinema que explica, recria, inventa, contesta e amplia essa ilha que é Brasília”, discursou na performance.

O secretário de Cultura, Guilherme Reis, deu as boas-vindas aos presentes na abertura. Ele parabenizou a equipe envolvida na organização e levou a boa notícia ao público: “Hoje à tarde, o governador reuniu todo o setor de audiovisual e anunciou um Parque Audiovisual de Brasília, em uma área nobre da cidade [Setor de Clubes Esportivos Sul]”.

Em seguida, foram homenageados três diretores: Marcio Curi, Manfredo Caldas e Geraldo Moraes, que fizeram história na cinematografia local e morreram recentemente.

O público pôde apreciar curtas-metragens em reverência aos cineastas: Um cineasta no coração do Brasil, tributo a Geraldo Moraes dirigido pelo próprio filho, Bruno Torres; O Comandante, dedicado a Manfredo Caldas; e Quando Marcio virou estrela, de André Luís Oliveira, em deferência a Marcio Curi.

Mas a maior homenagem da noite, com a medalha Paulo Emílio Salles Gomes, foi prestada a Nelson Pereira dos Santos. A condecoração está na segunda edição e foi entregue pelo crítico Jean Claude Bernardet, que a ganhou em 2016, e pelo cineasta Vladimir Carvalho.

O homenageado com a medalha Paulo Emílio Salles Gomes, foi Nelson Pereira dos Santos. A condecoração foi entregue pelo cineasta Vladimir Carvalho e pelo crítico Jean Claude Bernardet, à neta e ao filho dele, Diogo e Milla Dahl. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
O homenageado com a medalha Paulo Emílio Salles Gomes foi Nelson Pereira dos Santos. A condecoração foi entregue pelo cineasta Vladimir Carvalho e pelo crítico Jean Claude Bernardet à neta e ao filho dele, Diogo e Milla Dahl. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

O nome dado à honraria vem do crítico Paulo Emílio Salles Gomes, um dos fundadores do Festival de Brasília. O homenageado paulistano não pôde comparecer. Receberam a honraria o filho e a neta dele, Diogo e Milla Dahl.

Um recado de Nelson foi lido no palco. Após dizer o quão honrado se sente, falou sobre o amigo que dá nome à medalha: “Companheiro daqueles tempos, em que criamos o curso de cinema da UnB [Universidade de Brasília]”.

Depois da entrega da medalha, foi exibido o curta Nelson Filma (RJ, 1971, 11 min, livre), filme de Luiz Carlos Lacerda que celebra a obra de Nelson.

Após as homenagens, o curta Festejo muito pessoal(SP, 2016, 8 min, livre), com direção de Carlos Adriano, abriu a sessão do primeiro dia do festival.

A noite fechou com a projeção do longa Não devore meu coração! (RJ, 2017, 108 min, 14 anos), dirigido por Felipe Bragança.

Antes da exibição em Brasília, o filme concorreu ao Urso de Cristal, em Berlim, e ao prêmio do grande júri no festival de Sundance, nos Estados Unidos.

O filme narra um caso de amor entre um menino brasileiro e uma menina indígena paraguaia, às margens do Rio Apa, na fronteira dos dois países. A ficção é inspirada em contos de Joca Reiners Terron, que tratam da Guerra do Paraguai.

No elenco, Cauã Reymond, Eduardo Macedo e Adeli Benitez. Os três estiveram entre os presentes na cerimônia de abertura. “Minha primeira vez em Brasília. Me sinto superprestigiado. É uma honra abrir um festival tão importante”, comemorou Cauã.

Antes do evento, o diretor Felipe Bragança também conversou com a imprensa. Ele revelou estar emocionado com o convite para a estreia brasileira do filme no festival e contou sobre o processo de filmagem. “A protagonista, adolescente de 13 anos, encontrei na rua, e ela disse que só toparia fazer um teste se eu contasse a história, o roteiro lá na hora”.

Mostra competitiva

O Cine Brasília seguirá com a programação do Festival de Brasília, que se desenrola até 24 de setembro. Entre as atrações, será dado início à mostra competitiva.

Público assistiu a cinco curtas-metragens e ao longa Não devore meu coração!.
Público assistiu a cinco curtas-metragens e ao longa Não devore meu coração!. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Nove longas-metragens e 12 curtas concorrem ao Troféu Candango e a R$ 340 mil em cachês de seleção. Selecionados entre 170 títulos, os candidatos ao Troféu Candango na categoria de longa-metragem vêm de nove unidades federativas: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

EDIÇÃO: VANNILDO MENDES E RAQUEL FLORES

 

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