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9 de junho de 2016
publicado às 20h39
Alunos da EJA participam de Oficina de Literatura de Cordel

Alunos da EJA participam de Oficina de Literatura de CordelCerca de 60 alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Beatriz Rodrigues da Silva, participaram nesta quarta-feira, 08, da Oficina de Literatura de Cordel ministrada pelo cordelista Juarês Alencar e técnico da Gerência de Cultura da Diretoria da Educação Integral da Secretaria Estadual da Educação Juventude e Esportes (Seduc).

 

O projeto da oficina de cordel tem como objetivo o incentivo à leitura por meio da cultura popular brasileira, uma vez que o cordel permite uma linguagem simples e envolvente e está presente no cotidiano dos alunos da EJA, muitos de origens nordestina. A oficina teve início com a apresentação do Cordel “O Programa Vamos Ler”, desenvolvido pela Seduc.

 

A oficina que pode ser ministrada tanto para professores quanto para alunos foi realizada por meio de um convite das coordenadoras do projeto de Leitura e Produção de Cordel, desenvolvido pela professora de português Jesuína Rodrigues Dias, em parceria com as bibliotecárias da escola.

 

O cordelista Juarês explica que desenvolve em suas oficinas diversas formas de apresentação da literatura de cordel, que pode ser cantada, recitada, em forma de teatro de cordel e também de embolada que de forma descontraída e envolvente vai integrando e motivando os alunos a participarem das dinâmicas propostas durante a oficina. Ele ainda acrescenta que o cordel é uma literatura de fácil entendimento e tem se tornado um importante instrumento didático que pode e deve ser explorado pelos professores de diferentes disciplinas, visando dinamizar as aulas e desenvolver várias habilidades: leitura, escrita, produção textual, além de ampliar o vocabulário, a oralidade e a criatividade dos alunos.

 

“Fiquei muito feliz com a capacidade de produção destes alunos, em três horas de oficina não vimos o tempo passar, os alunos se envolveram de tal forma que o tempo foi insuficiente para apreciarmos todas as produções. Fiquei muito feliz com o resultado da oficina, quero voltar mais vezes”, disse Juarês.

 

A oficina contou com a participação especial do professor e mestre em literatura de Cordel da Gerência de Desenvolvimento Científico Educacional, Ary Santos, da Arte Educadora da Gerência de Educação Integral da Seduc, Cleuda Milhomem, e das técnicas da Biblioteca, Isabel Dias Neves, e a professora Ana Kamíla da Silva.

 

A literatura de cordel

Este gênero literário chegou ao Brasil no século XVIII, por meio dos portugueses. A poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados ganhou este nome, pois era exposta ao povo amarrada em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares. Esse tipo de literatura se tornou uma das principais formas de expressão da cultura popular nordestina.

 

O cordel pode ser dividido em quintilha (cinco versos), sextilha (seis versos), sextilha (sete versos), quadrão (oito versos) e décima ou martelo (dez versos). A sextilha é a mais conhecida. É uma estrofe ou estância de seis versos de sete sílabas, sendo o segundo, o quarto e o sexto versos, rimados. De baixo custo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores.

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