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9 de abril de 2018
publicado às 12h49
Após morte de animais Justiça decide destino do Jardim Zoológico
Após morte de animais Justiça decide destino do Jardim ZoológicoA fundação Jardim Zoológico de Brasília enfrenta um dos momentos mais delicados desde a inauguração, em 1957. A repercussão negativa da morte de três mamíferos — um elefante, uma girafa e um ádax — em apenas três meses, chegou à Justiça. Nesta segunda-feira, 9 de abril, às 14h, o diretor do Zoo, Gerson Norberto, vai detalhar a situação da instituição, que recebe, mensalmente, 42 mil pessoas. Na audiência entre a fundação e ambientalistas, o juiz Carlos Frederico Maroja pode até decidir pelo fechamento temporário.
Além da reunião no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), provocada por ação popular, a instituição acumula quatro processos: três inquéritos civis públicos no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e uma investigação na Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema), referente à morte do elefante Babu, em 7 de janeiro. O caso foi levado ao âmbito criminal já que a suspeita é de que o animal tenha sido envenenado. Nos exames foram encontradas substâncias tóxicas e externas, como chumbo, arsênio, mercúrio e elementos cumarínicos. A confirmação do motivo da morte estava programada para sair em março, porém, a direção do Zoológico afirmou que aguarda um dos laudos para concluir a perícia.
Após a suspeita, agravada por outras duas mortes, o tema da segurança virou o foco. De acordo com a fundação, três das 14 câmeras em funcionamento foram remanejadas para as áreas de recinto e houve mudança de protocolo na atuação dos 76 vigilantes. “Há um processo licitatório em andamento para a locação de 160 câmeras, não só voltadas aos animais, mas também a toda a área do Zoológico. Paralelamente, recebemos a doação, junto à Receita Federal, de 39 câmeras, que aguardam o andamento do processo para serem instaladas”, afirma Gerson.
O diretor diz que o grande problema da instituição é a dificuldade de tocar projetos de modernização. Segundo ele, a burocracia e a falta de equipe de arquitetura e engenharia civil na instituição acabam sendo impasses. “Os recintos de Brasília mantêm atraso arquitetônico que prioriza a visualização do visitante, quando o foco é a qualidade de vida do animal.”
Entre as mudanças estruturais estudadas pela fundação está a substituição das grades por vidros nos recintos. “Fica mais silencioso, mais confortável e mais seguro para o animal, além de impedir que o visitante jogue pedra ou alimentos inadequados”, explica. Projetos pilotos começaram a ser implementados no local. Na área onde fica o rinoceronte Thor, por exemplo, instalaram-se placas de vidro.
Um sistema que monitora parâmetros ambientais como temperatura, umidade e ruídos também foi instalado. Os dados levantados pelos equipamentos vão ajudar a definir as prioridades de investimentos. Outro objetivo da fundação é atingir a autossuficiência. Atualmente, apenas 16% do orçamento vem de arrecadação própria. A gestão precisa contar, em média, com R$ 17 milhões de verba anual do governo. Para diminuir a dependência é necessário receber mais visitantes. (Correio Braziliense)
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