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16 de abril de 2015
publicado às 12h37
Brasília terá mais 250 mil árvores até o fim do ano

c2c56aba897bd1e5a4f58e2e894694ab_MNeste ano, as áreas públicas do Distrito Federal receberão 250 mil árvores — cinco vezes mais que em 2014, quando foram plantadas 50 mil mudas. A iniciativa faz parte do Programa de Arborização 2015 e abrangerá todas as regiões administrativas.

As novas árvores vão se juntar às cerca de 5 milhões existentes em todo o DF. No total, são 180 espécies, de acordo com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pelo plantio. Para esses números serem alcançados, foi preciso muito amor ao meio ambiente, além de pesquisa e tecnologia. “Versa a lenda que as primeiras pessoas que chegaram à capital do Brasil trouxeram 50 mil mudas exóticas — de outras regiões —, que morreram de um dia para o outro por não se adaptarem ao ambiente”, conta o chefe do Viveiro II da Novacap, o engenheiro agrônomo Saulo Ulhoa.

Outra curiosidade citada por Ulhoa é que os pioneiros queriam inaugurar Brasília com a Esplanada dos Ministérios toda gramada. Como na época não havia ainda um órgão responsável por essa área — além da demora para a grama se firmar —, foram espalhados alpistes por toda a extensão do local, que ficou verdinho em poucos dias. Essa semente, além de alimentar pássaros, se desenvolve de forma rápida por não ser exigente quanto ao tipo de solo.

Depois dessas tentativas iniciais, a Novacap passou a ser responsável, ainda na década de 1960, pelo cultivo consciente de árvores no DF. A empresa possui um espaço de 78 hectares, ao lado do Parque Nacional de Brasília, que leva o nome de Viveiro II. Lá, são produzidas atualmente 250 mil mudas. A capacidade máxima é de 650 mil.

A produção do Viveiro II é destinada à recuperação de áreas degradadas e à arborização urbana. Órgãos do governo e entidades vinculadas fazem a demanda à Novacap após analisarem a necessidade de repor árvores — em áreas sem vegetação suficiente, por exemplo. “Pessoas físicas ou associações de moradores também podem comprar espécies do viveiro, porém, antes perguntamos onde serão plantadas e para qual finalidade”, avisa Ulhoa.

Cerca de 80% da produção do Viveiro II são plantas nativas do Cerrado. As demais são exóticas, que se se adaptaram muito bem ao clima de Brasília. “Desde a década de 70, desenvolvemos um trabalho para conhecer o comportamento das árvores. Temos aqui no viveiro dezenas de espécies que ainda estão sendo domesticadas e devem demorar até 20 anos para serem colocadas nas ruas”, explica o agrônomo.

Novidade
De acordo com a Novacap, Brasília será palco, em poucos anos, do florescimento de uma nova espécie: o ipê-preto. Ela tem esse nome pela similaridade com os outros ipês, mas não faz parte do mesmo gênero. “Já começamos o plantio e agora é só esperar para ver esse espetáculo da natureza se somar às outras cores espalhadas nas ruas de Brasília”, informa Ulhoa.

Cultivo
O trabalho de cultivo inicia com o recolhimento das sementes num raio de até 500 quilômetros de distância da capital federal. O processo da germinação e das etapas seguintes varia de acordo com cada espécie, mas, geralmente, em no máximo um ano, a árvore está pronta para ser utilizada.

Segundo o chefe do departamento de Parques e Jardins da Novacap, Rômulo Ervilha, as plantas permanecem no Viveiro II até atingir o tamanho ideal para o replantio nas áreas públicas. Entre as espécies cultivadas estão as variedades do ipê – branco, amarelo, roxo, rosa —, o jatobá, a paineira e o flamboyant. Existem também as frutíferas, como jaqueira, mangueira, pitangueira, goiabeira, amoreira e pequizeiro. (Sema).

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