Salve a Amazonia
5 de junho de 2017
publicado às 19h30
Câmeras flagram onças-vermelhas em atividade ‘atípica’ em reserva

Câmeras flagram onças-vermelhas em atividade 'atípica' em reservaSegundo pesquisador, imagem de pumas andando juntas sem ser em situação de conflito surpreende.

Armadilhas fotográficas têm auxiliado pesquisadores na investigação da biodiversidade na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, localizada na região do médio curso do rio Solimões, a aproximadamente 650 km de Manaus. O mecanismo registrou três pumas – ou onças-vermelhas – em atividade matinal, considerada incomum por especialistas.

“Eu me surpreendi, realmente, não imaginei que três pumas fossem andar juntas e estavam tranquilas, não era uma situação de conflito. Talvez seja o que eles chamam de vadiação, acasalamento, um comportamento reprodutivo”, comentou o pesquisador do Instituto Mamirauá, Diogo Gräbin.

As armadilhas fotográficas são pequenas máquinas instaladas na floresta, a um nível próximo ao solo e em mimetismo com o ambiente. Elas são equipadas com câmeras que registram imagens coloridas, em escala de cinza ou em modo infravermelho (de acordo com a luminosidade do momento) e sensores que disparam quando um corpo com a temperatura diferente do ambiente se movimenta em frente à armadilha. Geralmente os disparos são estimulados por um animal de sangue quente, um vertebrado terrestre.

Recentemente, o pesquisadores e assistentes de campo percorreram a área conhecida como igarapé do Ubim, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, estado do Amazonas. Lá, executaram a coleta de dados e a reinstalação de armadilhas fotográficas para monitoramento da fauna de vertebrados terrestres. Um trabalho difícil e essencial para investigar e conhecer sobre a biodiversidade da Amazônia. As expedições de 2017 começaram em fevereiro e têm o financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore, organização de fomento à ciência e à conservação ambiental.

Segundo o pesquisador Diogo Gräbin, existem 43 estações em atividade no igarapé do Ubim, local onde foi feito o registro das suçuaranas. “Estação é como chamamos os pontos da floresta em que são instaladas duas armadilhas fotográficas, uma de frente para outra, para captarmos os dois lados dos animais”, explica.

As estações são montadas e programadas a cada dois meses, em média. Nesse período, cada armadilha fotográfica registra cerca de 900 a 1.500 fotografias.

Pumas são registradas caminhando na Amazônia

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Armadilhas fotográficas têm auxiliado

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