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25 de agosto de 2015
publicado às 20h31
Comissão debate o “Futuro das Áreas Úmidas Brasileiras”

Comissão debate o “Futuro das Áreas Úmidas Brasileiras”A Comissão de Legislação Participativa realizou, no dia 12, audiência pública para discutir “O Futuro das Áreas Úmidas Brasileiras”. O debate, sugerido pela WWF-BRASIL, foi conduzido pelo deputado Sarney Filho (PV-MA), relator da proposta.

O presidente da Comissão, deputado Fábio Ramalho (PV-MG), convidou os expositores para compor a mesa e abriu o debate ressaltando a importância do tema, uma vez que o Brasil abriga uma das maiores áreas úmidas continentais do planeta, o Pantanal.

Presidindo a audiência, Sarney Filho chamou a atenção para a grande riqueza de flora e fauna abrigada pelas zonas úmidas, e destacou que elas têm papel fundamental no desenvolvimento socioambiental e no bem-estar de populações humanas. “Elas regulam o regime hídrico de vastas regiões e fornecem água e alimentação para as comunidades humanas, rurais e urbanas. Os ambientes úmidos também cumprem um papel vital no processo de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, uma vez que, em geral, são grandes reservatórios de carbono”, disse o parlamentar, destacando, porém, que as zonas úmidas, por serem áreas ecologicamente sensíveis e particularmente susceptíveis à degradação por ação humana, quando destruídas, provocam um elevado custo ambiental, social e econômico.

Antes de passar a palavra aos expositores, Sarney filho registrou a realização exitosa da 12a Conferência das Partes da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional (Convenção de Ramsar), em junho deste ano, no Uruguai, que resultou na aprovação do Plano Estratégico 2016-2024 e da Declaração de Punta del Este, em que Brasil, Bolívia e Paraguai reiteram seu compromisso com a conservação e uso sustentável das Zonas Úmidas. “É imprescindível ficarmos alertas para que esse acordo não vire letra morta, e para que as estratégias de desenvolvimento e conservação realmente se concretizem”, afirmou.

 

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