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3 de fevereiro de 2015
publicado às 23h29
COP20 das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas

cop20_lima_scr_51750A 20ª edição da Conferência das Partes (COP20) das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que ocorreu em dezembro de 2014 com poucas contribuições efetivas para a elaboração do Acordo Climático Global.

O evento, que teve início no dia 1º de dezembro, em Lima, no Peru, reuniu os representantes dos mais de 190 governos que integram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) para discutir o papel dos países na redução das emissões dos gases de efeito estufa.

Para André Nahur, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, “embora as negociações tenham começado com sinais políticos importantes, a discussão ainda está longe de terminar, pois há uma lacuna de emissões de gases de efeito estufa (GEE) que deve ser eliminada urgentemente antes de 2020”.

A convenção iniciou com avanços significativos, como o anúncio do compromisso de redução dos Estados Unidos, China e União Europeia, que juntos respondem por mais de 50% das emissões mundiais de GEE. Ao final da primeira semana, os representantes dos países apresentaram propostas e elementos para o acordo que deve ser finalizado até a próxima COP, em 2015.

A proposta brasileira
A proposta brasileira, chamada de Diferenciação Concêntrica, sugeria uma nova metodologia para o acordo climático e teve boa aceitação entre as delegações, servindo como um pontapé inicial para um processo mais focado na negociação do texto.

Nahur explica que a proposta visava “diferenciar os países em três círculos diferentes em relação às próximas contribuições nacionais, onde os países desenvolvidos teriam metas absolutas de redução; os emergentes, metas intermediárias de corte em toda a economia; e o círculo mais externo contaria com metas setoriais. Infelizmente, não foi considerada no primeiro rascunho apresentado pela Convenção”.

Na segunda semana, a COP começou com propostas de rascunho para o acordo, quando foi apresentado um novo texto de negociação. Apesar de dados apresentados em relatórios, que alegam que o custo de adaptação às mudanças climáticas em países em desenvolvimento provavelmente alcançará 2 a 3 vezes os valores estimados anteriormente – de 70 a 100 bilhões de dólares por ano até 2050 –, os países desenvolvidos ainda insistiram em deixar adaptação e financiamento de fora das contribuições nacionais.

Sem ações efetivas
Para o WWF, o atual texto carece de ações efetivas que garantam que o aumento das temperaturas globais não ultrapasse 1,5 a 2ºC. “Embora o texto atual já tenha requisitos fundamentais para as contribuições dos países até 2015, ainda precisa ser reforçado. Todavia, os representantes dos governos não se arriscam a priorizar o tema e tomar medidas mais duras de combate às alterações climáticas”, diz Nahur.

Para que se avance efetivamente no caminho de um futuro climático justo para todos, ele considera que “é preciso que haja mais contribuições nacionais efetivas, com base em princípios de equidade, garantia de financiamento para ações efetivas de mitigação e adaptação, respeito ao limite de 2ºC e maior ambição dos países para fechar a lacuna de emissões globais antes de 2020”. (WWF)

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