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19 de julho de 2016
publicado às 12h11
Cultivo do maracujá é alternativa de aumento de renda para a agricultura familiar

Cultivo do maracujá é alternativa de aumento de renda para a agricultura familiarA produção de maracujá, fruta nativa do Brasil, pode ser cultivada em quase todo território nacional. Por ocuparem pequenas áreas e pela disponibilidade de mão de obra, o cultivo do maracujá é defendido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) como excelente opção para melhorar a renda da agricultura familiar. As variedades mais cultivadas são: FB 200, FB 300 e Gigante amarelo. Os maiores produtores do Estado são Miracema do Tocantins e Bernardo Sayão.

Bastante requisitado pelas indústrias de sucos prontos, polpa de fruta e consumo familiar produtores do Tocantins resolveram apostar no cultivo da fruta. Em 2013, que foi o último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a colheita foi de 943 toneladas, em uma área de 90 hectares. No Estado, o maracujá é cultivado em todas as regiões, sendo a maioria dos cultivos em pequenas propriedades de agricultura familiar. Nos projetos hidroagrícolas, Manuel Alves (Dianópolis) e São João (Porto Nacional), alguns irrigantes também apostam e já cultivam a fruta.

Para muitos produtores, a fruta tem sido a principal fonte de renda de suas famílias, como é o exemplo do agricultor familiar do município de Miracema do Tocantins, região central do Estado, José Rezende. Inicialmente, ele plantava apenas banana, depois decidiu diversificar a produção e investiu no cultivo de maracujá, utilizando uma pequena área de dois hectares da chácara. “Hoje, vivo basicamente da renda do maracujá”, afirmou.

Mercado

De acordo com José Resende, o preço da fruta já esteve melhor, mas ainda dá lucro. “O quilo varia entre R$ 3 e R$ 4, aqui na região”, disse. A comercialização também é garantida. A produção da propriedade é comercializada no próprio município, mas também tem compradores nos municípios de Palmas, Paraíso do Tocantins, Miranorte, Guaraí e Tocantínia, e ainda atravessa a fronteira comercializando a fruta no estado do Pará.

Na Fazenda Macedônia, município de Bernardo Sayão, o cultivo do maracujá também tem garantido a renda de algumas famílias, como é o caso da família do agricultor Reinaldo Teles Filho, que cultiva maracujá em cinco hectares produzindo, em média, sete toneladas ao mês. “Vendo toda produção aqui mesmo, no município, o que me garante uma renda mensal de aproximadamente R$ 20 mil”, contou o produtor.

Esse ano, o agricultor fez um replantio e pretende fazer outro, ainda este mês, pois sua lavoura de maracujazeiro está com dois anos, tempo máximo da vida produtiva da cultura. Outra vantagem no cultivo da fruta é que, além de melhorar a renda dos produtores, a cultura do maracujá também gera empregos. “Na época do replantio, os serviços com os tratos culturais da lavoura geram até seis empregos por hectare”, afirmou Reinaldo Teles Filho.

Apoio à produção

Para apoiar os produtores na escolha do que plantar para diversificar a produção a fim de garantir mais alimentos e melhorar a renda das famílias, o engenheiro agrônomo e diretor de Políticas para a Agricultura e Agronegócio da Seagro, José Américo Vasconcelos, indica o cultivo de maracujá como uma excelente alternativa.

José Américo Vasconcelos afirma que, no Tocantins, a cultura tem uma ótima produtividade e dá uma boa renda ao produtor, além de gerar empregos. “As condições edofoclimáticas [solo e clima] do Estado são altamente favoráveis ao desenvolvimento do maracujá”, disse.

O diretor reforça ainda que a Seagro, em parceria com Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa Mandioca e Fruticultura, Instituto do Desenvolvimento Rural (Ruraltins) e Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), vem realizando um trabalho de incentivo à produção, por meio do Programa de Produção Integrada de Frutas (PIF).

Produtividade

A produtividade do maracujá varia em função do nível da tecnologia empregada pelo produtor, tais como adubação e os tratos culturais e fitossanitários. No Tocantins, a média de produtividade da fruta é de 30 toneladas por hectare, o que é considerada boa, segundo José Américo Vasconcelos. “Para alcançar o pico máximo de produtividade, é necessário que o produtor tenha um alto investimento em tecnologia e assistência técnica”, esclareceu.

José Américo Vasconcelos explica que o ciclo do maracujá é de 14 meses, do plantio até a primeira colheita e que, depois da indução dos frutos, a primeira produção deve acontecer em 60 dias. “O produtor deve organizar sua produção em escala para ter frutas todos os meses, obtendo bons preços e garantindo renda mensal”, orientou. (Eliane Tenório / Governo do Tocantins).

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