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20 de outubro de 2015
publicado às 14h31
Curso de extensão sobre violência contra as mulheres

Curso de extensão sobre violência contra as mulheresCurso de extensão “Investigação, processo e julgamento de mortes violentas de mulheres com a perspectiva de gênero”, realizado na Fundação Memorial Darcy Ribeiro, é vinculado às ações de promoção do movimento ElesPorElas na Universidade de Brasília.

A Universidade de Brasília e a ONU se uniram para oferecer à comunidade o curso de extensão Investigação, processo e julgamento de mortes violentas de mulheres com a perspectiva de gênero. Com 12 encontros, o curso começou no dia 8 de outubro e possui 60 horas de conteúdo destinado a capacitar estudantes e profissionais na aplicação das diretrizes nacionais para investigar, processar e julgar as mortes violentas de mulheres, conhecidas hoje como feminicídios.

“Queremos sensibilizá-los para a abordagem de gênero, interseccional e multidisciplinar requerida para uma resposta eficaz do Estado na apuração e responsabilização criminal dos acusados de feminicídio”, afirma a representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman. Ela ressalta que a parceria firmada com a UnB tem o objetivo comum de acabar com a violência contra as mulheres, dentro e fora do campus.

Gasman lembra que as universidades brasileiras ainda enfrentam o desafio de eliminar preconceitos e violências de gênero, raça e etnia em seus campi, por isso é de extrema importância garantir que haja instrumentos de sensibilização e de promoção da igualdade para alunos, professores, diretores e funcionários da UnB. O curso é vinculado às ações de promoção do movimento ElesPorElas na universidade. A campanha foi lançada em 2013 pela ONU Mulheres para que homens e meninos se formem e se sensibilizem para a promoção de igualdade de gênero, em proteção a mulheres e meninas.

A professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília e vice-procuradora geral da República, Ela Wiecko,  será também a coordenadora do curso de extensão. Ela explica que as aulas visam tornar conhecidas as diretrizes que surgiram após a promulgação da lei que qualifica o feminicídio como crime hediondo, e treinar as pessoas para praticar e concretizar essas diretrizes.

O reitor Ivan Camargo afirma que a parceria é um importante instrumento para a instituição. “Não podemos permitir, sob hipótese nenhuma, as ações de violência contra a mulher. Precisamos contar com o auxílio de pessoas capacitadas e especializadas no combate a essas ações gratuitas com a qual convivemos. Quero deixar claro o compromisso institucional da UnB nessa batalha. É uma luta que temos que fazer juntos e é a forma que a Universidade tem de aprender e de ensinar”, acredita Camargo.

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