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27 de janeiro de 2016
publicado às 12h54
Declaração de Brasília pede mais segurança no trânsito e modos de transporte sustentáveis

Declaração de Brasília pede mais segurança no trânsito e modos de transporte sustentáveisNa 2ª Conferência de Alto Nível Global sobre Segurança no Trânsito, os participantes adotaram a Declaração de Brasília, em referência à cidade que acolheu o evento. O documento recebeu o apoio dos 120 países presentes, sociedade civil e especialistas.

O texto aprovado inova ao priorizar modos sustentáveis de transporte e colocar no centro do debate a segurança de pedestres, ciclistas, motociclistas e usuários de transporte público, grupos que respondem por mais da metade das vítimas em todo o mundo.

No contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os países reafirmaram o compromisso de reduzir pela metade, até 2020, as mortes causadas por acidentes de trânsito. A declaração também apoia o aumento de 15% para 50% do percentual de países com legislação abrangente sobre os cinco fatores-chaves de risco – a falta de uso do cinto de segurança, de capacete e de dispositivos de proteção para crianças, a mistura de álcool/direção e excesso de velocidade.

O responsável do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Stanley Gacek, lembrou de outros fatores que influenciam os riscos nas rodovias e ruas brasileiras. “Trabalhadores de transportes, motoristas de ônibus, táxi e caminhão constituem uma parte significativa da população de motoristas em nossas rodovias e estradas”, disse. “Nessa indústria, a liberalização, a desregulamentação e as reformas têm andado de mãos dadas com elevados níveis de concorrência. Além disso, a subcontratação e a terceirização influenciam a segurança do emprego e a segurança rodoviária.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o trânsito continua a representar uma grande questão de desenvolvimento, um problema de saúde pública e uma das principais causas de mortes e lesões em todo o mundo, pois mata mais de 1,25 milhão de pessoas e lesiona até 50 milhões de pessoas por ano, e que mais de 90% das vítimas são de países em desenvolvimento.

Leia na íntegra a Declaração de Brasília.

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