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30 de maio de 2016
publicado às 15h49
Deputada Dorinha promove seminário sobre Base Nacional Comum

Deputada Dorinha promove seminário sobre Base Nacional ComumA Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizará ciclo de debates sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nesta terça, 31. O Ciclo de Debates foi proposto pelos deputados Professora Dorinha (Democratas/TO) e Rogério Marinho (PSDB-RN). O seminário será a partir das 9 horas na Comissão de Educação e será transmitido ao vivo pelo site da Câmara (http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ce)

Segundo a Professora Dorinha, a finalidade da Base é assegurar o direito de aprendizagem. Isso quer dizer que qualquer estudante, em qualquer série, em qualquer escola do Brasil, tem de ter um objetivo e um direito-base de aprendizagem, sem tratamento diferenciado e adequado de acordo com a região que aquele estudante vive. “O principal objetivo da proposta é promover o aprimoramento da educação brasileira. Será a referência para a formulação e implementação de currículos para os projetos pedagógicos das escolas em todos os estados”, explicou.

A base curricular está prevista no Plano Nacional de Educação e vai fixar conteúdos mínimos que os estudantes devem aprender a cada etapa da educação básica, da educação infantil ao ensino médio. O conteúdo da base deverá preencher dois terços do currículo escolar. No restante do tempo, as redes de ensino poderão definir o que ofertar – como conteúdos regionais e atividades extras.

Mudanças propostas

Após meses de debate e mais de 12 milhões de contribuições, a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular foi entregue no início de maio ao Conselho Nacional de Educação (CNE), que será o responsável pela consolidação do documento. Essa ainda não é a versão final do documento.

A partir da consulta pública on-line e do diálogo com especialistas e associações de conhecimento, as mudanças mais significativas feitas pela equipe de 116 redatores do Ministério da Educação foram feitas nas áreas de educação infantil, ensino médio, língua portuguesa e história. A relação entre o ensino para os pequenos e a alfabetização ficaria mais bem explicitada, assim como as faixas etárias relativas a essa modalidade, que na primeira versão não apareciam.

O ensino médio passaria a ser dividido por unidades curriculares, o que deve dar aos gestores estaduais mais flexibilidade para a construção dos currículos. Haveria também mais articulação com o ensino técnico-profissionalizante a partir das quatro áreas temáticas incluídas nessa fase da vida estudantil.

Em língua portuguesa, a influência dos clássicos lusitanos passaria a ser mais reforçada, mas o destaque para os autores brasileiros continua. História, por sua vez, traria uma “reorganização dos temas”. Além da valorização das culturas africana e indígena, teria maior destaque ao caráter ocidental na formação da sociedade brasileira.

(Com informações da EBC)

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