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21 de abril de 2015
publicado às 22h05
Desmate na Amazônia Legal sobe 40% entre novembro e janeiro, diz Inpe

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O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 40% entre novembro de 2014 e janeiro 2015 em relação ao mesmo trimestre anterior, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe.

As informações, divulgadas nesta segunda-feira (2), são do Sistema de Detecção em Tempo Real, o Deter.

No trimestre entre 2014 e 2015 foi contabilizada a perda de 219 km² de florestas. No mesmo período entre 2013 e 2014, os satélites captaram 156,8 km² alertas de desmatamento.

Mato Grosso foi o estado que mais devastou a floresta (179,61 km²), seguido de Pará (56,8 km²) e Rondônia (21,5 km²). Fazem parte da Amazônia Legal todos os estados da Região Norte, além de Mato Grosso e parte do Maranhão.

Segundo o Inpe, o Deter serve para orientar a fiscalização em campo e coibir o desmatamento ilegal. O sistema não é utilizado para a medição precisa de área, já que é feito com imagens de satélite de resolução moderada e tem sempre uma margem de falsos positivos.

Além disso, leva-se em conta a cobertura de nuvens, que pode atrapalhar a visualização por satélite do território.

As informações do Prodes representam o índice oficial do governo federal. Ele avalia os meses que integram o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas.

O último dado divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente é de queda de 18% no desmate entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior.

Dados sobre degradação
Também foram divulgadas informações sobre a degradação florestal (destruição parcial da vegetação). .

No trimestre entre 2014 e 2015 a degradação foi de 70 km², queda de 38% em relação ao período de novembro e janeiro anterior, que registrou 113,9 km² de degradação. (G1).

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