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28 de janeiro de 2015
publicado às 03h20
Dia do Jornalista: a formação do profissional por trás da notícia

EstudantesokAtualmente vive-se em meio a um bombardeio de informações. São notícias no rádio, telejornais, revistas, jornais impressos e os sites com novidades instantâneas a cada atualização de página. Na web, os usuários assumiram um protagonismo nunca antes visto no compartilhamento de informações. Mesmo assim, por trás dos conteúdos que se apresentam nas mais diversas formas – textos, áudios, vídeos, fotos etc – a formação profissional em jornalismo ainda é um diferencial. E como dia 29 de janeiro é o Dia do Jornalista – também comemorado em outras datas como 24 de janeiro, 16 de fevereiro, 7 de abril, 3 de maio e 1º de junho – a Universidade Federal do Tocantins (UFT) aproveita para homenagear esses profissionais e falar um pouco sobre a formação de quem trabalha para manter você bem informado.

O Curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, que hoje é da UFT, é mais antigo do que a própria Instituição. Foi criado em 1996, na Universidade do Tocantins (Unitins) e autorizado no ano de 2000, passando para a UFT com a criação da universidade federal no ano de 2001. De lá para cá, a UFT formou cerca de 500 jornalistas que seguiram a carreira na imprensa ou em assessorias de comunicação, se mantiveram no meio acadêmico ou aproveitam a formação multidisciplinar para explorar outros campos de atuação.

“A nossa intenção é preparar os alunos para que reconheçam os contextos sociais, políticos, econômicos e culturais a partir de referências éticas e profissionais. Acreditamos que somente deste modo ele esteja habilitado a ser um profissional que possa atender as reais necessidades nos diferentes campos profissionais e não apenas demandas de mercado”, destaca a coordenadora, Adriana Tigre.

Fred Alves é apenas um exemplo de egressos bem-sucedidos. Formado em 2005, há cinco anos o jornalista tem seu próprio site de notícias na cidade de Pedro Afonso/TO. “Desde que comecei a estudar jornalismo já almejava abrir um jornal na minha cidade, pois via carência de um veículo de comunicação nessa região do Estado, e hoje o Centro-Norte Notícias é referência para mais de dez municípios”, comemora.

Para a professora Adriana Tigre, senso crítico, capacidade de expressão, domínio do português e de técnicas de redação são características fundamentais para quem deseja ter sucesso na profissão. Além disso, é preciso se manter atualizado e saber se adaptar em um campo de trabalho que passa por constantes e velozes transformações. “Os ramos de atuação do profissional formado em comunicação são muitos, e o comunicólogo em jornalismo deve entender as especificidades de cada uma das linguagens midiáticas, bem como a transformação destas, no recorrente fenômeno de adaptação dos conteúdos a distintas plataformas nos processos de produção jornalística”, ressalta ela.

Com salário inicial em torno de R$ 1.905,00 (no Tocantins), o mercado de trabalho segue receptivo para os profissionais formados em comunicação. Apesar das redações cada vez mais enxutas e dos novos formatos que se distanciam cada vez mais do modelo tradicional de jornalismo, há muitas oportunidades para quem consegue enxergar o potencial além das meras ferramentas de comunicação.

E é de olho nessas oportunidades que está o estudante Zeus Bandeira, do segundo período, que pensa em atuar na área de jornalismo online. “Tenho facilidade em interagir com os outros e gosto de estar sempre ligado nas atualidades”, comenta ele, sobre os motivos que o levaram a escolher a profissão.

Texto: Caroline Falcão – Dicom/UFT

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