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6 de outubro de 2015
publicado às 16h32
Em Dia Internacional, ONU pede inclusão e políticas públicas para os idosos

Em Dia Internacional, ONU pede inclusão e políticas públicas para os idososEm 2050, 900 milhões de pessoas terão mais de 60 anos. ONU chama atenção para preparo de sistema de saúde e estrutura urbana para atender a essa parcela da população.

No Dia Internacional das Pessoas Idosas, a ONU enfatizou a importância de uma estrutura urbana que ofereça facilidades para a terceira idade nesta quinta-feira (1). “Os idosos são de enorme utilidade para a sociedade e contribuem significativamente para o desenvolvimento global”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

“Precisamos repensar nossas cidades. Mais de 900 milhões de idosos estarão vivendo nas cidades a partir de 2050, mas nossas cidades não estão preparadas para essa revolução demográfica global”, explicou a especialista independente de Direitos Humanos da ONU, Rosa Kornfeld-Matte.

Para a ocasião, a Organização Mundial da Saúde compilou cifras relacionadas ao envelhecimento e saúde da terceira idade em seu recém-publicado. Segundo o documento, em 2006 o número de pessoas idosas era de 50 milhões. Essa cifra será o dobro em 2025 e tem previsão de duplicar de novo em 2050.

Apesar da maior duração de vida, o relatório mostrou que não há evidências de que os idosos dessa geração tenham uma vida mais saudável do que a de seus antepassados. As pessoas que vivem de forma mais saudável costumam ser as de classe alta. De acordo com o diretor do departamento de Envelhecimento e Ciclo de Vida da OMS, John Beard, “lamentavelmente os 70 anos ainda não parecem ser os novos 60, mas poderiam e deveriam ser”.

A América Latina é uma das regiões mais envelhecidas do mundo. “O envelhecimento e pessoas idosas não são o problema, mas a perda de 10 anos de vida saudável como consequência dos nossos sistemas de saúde e segurança social não estarem preparados, sim”, afirmou a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne.

O relatório destaca ainda que enquanto alguns países europeus demoraram 150 anos para se adaptar ao aumento de 10 a 20% da população idosa e lugares como o Brasil terão que se adaptar em menos tempo – um pouco mais de 20 anos.

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