Salve a Amazonia
7 de fevereiro de 2015
publicado às 02h44
Emater desenvolve projeto de citricultura pioneiro no Marajó

CitriculturaO escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Breves, no Marajó, vem desenvolvendo um projeto pioneiro de citricultura no município. Implantada em uma Unidade Demonstrativa (UD), a experiência ocupa um espaço de 8mx6m, onde foram semeadas cinquenta plantas de limão taiti e tangerina. As mudas,certificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), foram produzidas pela Emater em Capitão Poço, no nordeste paraense.

A área, cedida pela Associação dos Produtores Tancredo Neves, servirá como Unidade de Demonstração de atividades para os agricultores familiares da região e possibilitará a diversificação da cadeia, o acesso a informações sobre produto e produtividade e a socialização de tecnologias, principalmente aos que vivem apenas do extrativismo. Segundo dados da Emater em Breves, 95% do limão taiti e 100% da tangerina consumidos no mercado local são importados de outros municípios, principalmente de Belém.

A UD vai beneficiar diretamente 100 famílias em Breves, além de núcleos familiares de outros 10 municípios da região atendidos pela Emater sob a supervisão do escritório regional de Breves. “O solo aqui apresenta níveis expressivos de acidez, mas só vamos poder avaliar a produtividade das fruteiras quando tivermos a primeira colheita, que acontece em três anos”, explica o técnico da Emater, Jorge Luís Fausto.

Para o aproveitamento do espaço, já a partir deste mês de fevereiro começa a ser semeada, nas entrelinhas da citricultura, a mandioca, e a partir de julho, o feijão caupi. As primeiras colheitas para estas duas culturas acontecem, respectivamente, com 12 meses e três meses a partir do plantio.

O projeto contempla, ainda, o desenvolvimento de outras atividades como estação de alevinos, por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), plantio de mandioca resistente à pragas e doenças, manejo de açaí em várzea e a implantação de um viveiro de mudas de fruticultura e essências florestais. “Como primeiro desdobramento desse processo estaremos realizando um Dia de Campo para demonstrarmos os resultados com a citricultura”, observa o supervisor regional da Emater no Marajó, Alcir Borges. (Agência Pará de Notícias).

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