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5 de abril de 2017
publicado às 15h45
Empresa de viagens deixa de apoiar atrações que exploram animais

Empresa de viagens deixa de apoiar atrações que exploram animaisO grupo empresarial Thomas Cook decidiu parar de apoiar uma série de atrações com golfinhos e elefantes depois que um relatório revelou as péssimas condições dos animais explorados como entretenimento.

Foram descobertos golfinhos com peles seriamente prejudicadas e elefantes fortemente acorrentados que mostraram sinais de sofrimento em cinco regiões, incluindo a República Dominicana, Cuba e a Tailândia.

Alguns elefantes foram obrigados a girar argolas, se equilibrar em pequenas plataformas e participar de um “cabo de guerra” em atrações cujos bilhetes já haviam sido vendidos para o público, de acordo com o Daily Mail.

 

 

 

 

O Sunday Times informou que a auditoria constatou que 16 dos 25 destinos inspecionados não atendiam aos padrões mínimos do corpo da indústria de viagens do Reino Unido, a Abta.

Embora Thomas Cook, a segunda maior empresa de viagens da Grã-Bretanha, não tenha nomeado todas as infrações, condenou os estabelecimentos que perpetuam essa crueldade aos animais.

As 25 inspeções foram realizadas pela Global Spirit e os auditores averiguaram 90 atrações de animais confinados que eram promovidas pelo Thomas Cook.

Uma delas era a Ocean World, na República Dominicana, que oferece natação e shows com golfinhos.

Em 2009, uma inspeção da Wold Society for the Protection of Animals descobriu que os golfinhos foram mantidos em tanques rasos e eram cercados por grupos de 20 turistas por 30 minutos, forçados a “abraçar e “apertar as mãos” de cada um.

Outras explorações de animais incluem a Sealanya na Turquia, que também promove a natação com golfinhos e o Baan Chang, em Koh Samui, na Tailândia, que vende passeios com elefantes.

Há mais destinos cujos usos de animais não serão mais apoiados na Índia e em Cuba.

A Virgin Holidays anunciou recentemente que já não promove shows que usam animais. Porém, acredita-se que o grupo Thomas Cook é a primeira companhia de viagens a interromper as parcerias já existentes.

A embaixada tailandesa em Londres disse ao Sunday Times: “É ilegal maltratar elefantes na Tailândia e acusações legais podem ser feitas contra os envolvidos”.

Evidentemente, nenhuma atração que promove o abuso de seres sencientes deve ser apoiada,  sejam quais forem as condições em que os animais são mantidos. (ANDA).

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