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21 de setembro de 2016
publicado às 12h05
Exposição fotográfica leva o Pantanal a Nova York

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No dia 21 de setembro, o WWF-UK, com o apoio da iniciativa HSBC pela Água, inaugurará em Nova York a exposição “Water Stories”, com instantâneas do premiado fotógrafo Mustafah Abdulaziz. O norte-americano esteve no Pantanal em 2015 para retratar os prejuízos ambientais da região das Cabeceiras e o trabalho desenvolvido pelo WWF-Brasil na região que abrange 25 municípios: conservação de mais de 700 quilômetros de rios e recuperação de pelo menos 50 nascentes até 2020.  Esta é a segunda exposição organizada pelo WWF-UK. A primeira ocorreu entre março e maio de 2016 em Londres.

Abdulaziz vive atualmente em Berlim, mas desde 2011 trabalha no projeto “Water”, percorrendo o planeta para retratar imagens relacionadas à conservação da água, sua importância para os seres humanos e situações de crise hídrica. Seu projeto recebe apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), WaterAid e VSCO (Empresa de tecnologia e filmes fotográficos). Em 2012 foi eleito como uma das melhores promessas da fotografia, pela revista Photo District News (PDN), e em 2015 foi o vencedor do prêmio Syngenta de melhor fotografia.

O WWF-Brasil, por meio do Programa Cerrado Pantanal trabalha desde 2012 na conservação de rios e nascentes de uma área conhecida como Cabeceiras do Pantanal. É onde nascem 30% das águas que alimentam a planície e a biodiversidade pantaneira e garantem o abastecimento de municípios onde vivem e trabalham pelo menos três milhões de pessoas.

O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal

A iniciativa foi idealizada pelo WWF-Brasil em 2012, quando um estudo – realizado em parceria com o HSBC, a The Nature Conservancy (TNC), o Centro de Pesquisas do Pantanal, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Carterpillar – mostrou que a área das Cabeceiras estava em alto risco ecológico.

O Pacto é uma aliança entre o setor público (por meio do governo federal, estadual, prefeituras e câmaras de vereadores), o setor privado (empresários, principalmente, representantes do agronegócio e do setor elétrico) e a sociedade civil organizada (organizações não governamentais, sindicatos e associações).

Ao aderir ao Pacto, cada instituição opta por implementar em seu município pelo menos três ações que preservem as nascentes e os rios, como, a recuperação de áreas degradadas, recuperação de nascentes, recuperação de matas ciliares, melhoria da qualidade da água dos rios, adequação ambiental de estradas rurais e estaduais, melhoria do saneamento básico ou até mesmo a troca de experiências de educação ambiental existentes na região

A região das Cabeceiras do Pantanal abrange 25 municípios do Mato Grosso, sendo eles: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Santo Afonso, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Tangará da Serra.

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