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16 de julho de 2020
publicado às 18h58
GDF conclui trabalhos em área de preservação

GDF conclui trabalhos em areaA pedido da Defesa Civil, leito do córrego Riacho Fundo foi estabilizado. Moradores elogiam medida

rejudicado por invasões, construções ilegais e desmatamento, o leito do córrego Riacho Fundo, localizado nas chácaras 44 e 46 da Área Especial (AE) do Núcleo Bandeirante, recebeu serviços de contenção das margens e restabelecimento do curso das águas. Após a vistoria da Defesa Civil apontar risco de acidentes, equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) empreenderam força-tarefa durante dez dias para solucionar essas irregularidades.

Morador da Chácara 44, o produtor Tarcísio Gomes estava preocupado com os problemas que aconteciam antes de o GDF ir ao local resolver a situação. “Nós acordávamos no meio da noite com um metro de lama em casa”, conta. “O governador ter feito essa obra acontecer acabou com nosso medo. Foram dez anos de enchente. E, o melhor: a Novacap não estragou o córrego, só recolocou tudo no lugar”.

Assoreamento

Segundo os técnicos da companhia, devido às diversas intervenções humanas, o córrego, que faz parte de uma Área de Preservação Permanente (APP), sofreu assoreamento, com acúmulo de areia, lixo e entulho nas margens. “Esse processo reduz a capacidade dos córregos de acumular água, provocando, principalmente, enchentes”, explica o diretor de Urbanização da Novacap, Sérgio Lemos.

Ao todo, foram aplicados 880m³ de terra vegetal e 550m³ de pedra matacão (pedra bruta), utilizada em grandes construções e áreas de drenagem. Esses materiais servem como uma proteção e, ao mesmo tempo, restabelecem o curso do córrego, fazendo com que ele recupere sua profundidade.

Natureza protegida

“Tínhamos feito um muro enorme de contenção da lama que avançava sobre as casas”, relata a moradora Telma Francisca. “Foram muito anos de descaso, até que este governo tomou uma atitude firme para proteger a natureza e a nós”. Ela também acompanhava com tristeza a degradação do córrego e a destruição da natureza na região, o que a fazia preocupar-se com a integridade física de crianças e idosos.

Na ação, foram utilizados caminhões basculantes e escavadeiras. “Por se tratar de uma área de preservação, tivemos que realizar o serviço com menor impacto ambiental possível”, explica o diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite. “Além disso, juntamente com órgãos ambientais, vamos restabelecer toda a vegetação na área”.

Fonte: Agência Brasília

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