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4 de outubro de 2016
publicado às 08h49
Implantação do Plano de Arborização de Palmas é tema de reunião

implantacao-do-plano-de-arborizacao-de-palmas-e-tema-de-reuniaoA implantação do Plano de Arborização de Palmas, iniciativa que pretende suprir o déficit estimado de 300 mil árvores no município, foi tema de uma reunião nesta terça-feira, 22, na sede do Instituto de Planejamento Urbano de Palmas (Inpup), com o objetivo de debater a importância da árvore não apenas como elemento paisagístico, mas como fator fundamental na estruturação urbana.

A partir desta premissa, a implantação do Plano de Arborização de Palmas passa a entender a árvore de maneira integrada, que demanda a participação de todas as secretarias municipais e não apenas da Fundação de Meio Ambiente (FMA). O plantio de árvores deve ser considerado desde a concepção dos novos equipamentos urbanos, a chamada infraestrutura cinza, para se integrar com os elementos de arborização, a infraestrutura verde. O evento reuniu diversos atores da sociedade e representantes das Secretarias de Educação e de Desenvolvimento Agrário, Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Universidade Federal do Tocantins (UFT), empresários e Comitê Gestor das Bacias do Lago.

Um dos fatores considerados para salientar a importância da árvore na paisagem urbana é a saúde social. Além das várias doenças tipicamente urbanas que ocorrem por interferência no meio natural e que podem ter sua incidência reduzida com o reflorestamento, a boa disponibilidade de árvores funciona como um elemento que deve propiciar o convívio entre os cidadãos e até mesmo facilitar a mobilidade sem uso de combustíveis, ao propiciar sombra e conforto térmico nas ciclovias sombreadas.

Para a implantação do plano, a cidade será dividida em cinco áreas, priorizando a arborização de ciclovias, as áreas verdes próximas das ciclovias e depois as áreas verdes internas das quadras. Segundo o diretor de Gestão Ambiental da FMA, Giovanni Assis, “a árvore deve ser vista como elemento integrador das políticas públicas, nos quesitos mobilidade, infraestrutura, qualidade de vida e meio ambiente equilibrado”.

O presidente da FMA, Evercino dos Santos Moura Júnior, considera que o Plano vem atender uma necessidade natural da cidade, que sofre os efeitos do clima seco e quente em parte do ano, e sua implantação deve ser realizada de forma integrada entre instituições municipais e sociedade. “Todos temos a responsabilidade de fazer de Palmas uma cidade onde predomine o verde”.

Além das medidas já previstas no Plano, que consideram as espécies adequadas a cada local, as que não devem ser plantadas e o distanciamento dos equipamentos urbanos, foi debatida na reunião a aplicação com maior rigor da legislação para proteger e ampliar o arboreto urbano nas áreas públicas, em especial nas obras e serviços de infraestrutura urbana. Os corredores ecológicos, que devem conectar as áreas verdes através da arborização de eixos viários, também foram tema de debate.

Para suprir a grande quantidade de mudas que devem ser plantadas nas próximas temporadas de chuva, são estudados mecanismos para prover a estruturação necessária a viveiros públicos e privados para a efetivação do plano. “As mudas do Viveiro Educador já atendem a uma demanda específica e contínua. Temos que buscar novos produtores para as mudas que serão plantadas”, finalizou o presidente. (Ascom Palmas).

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