Salve a Amazonia
6 de outubro de 2015
publicado às 13h49
“Indígenas continuam a sofrer injustiças hediondas”, diz UNPO

Indios InjustiçaA Organização das Nações e Povos Não Representados – UNPO (do inlgês, Unrepresented Nations & Peoples Organization), lançou, dia 22, o relatório da Conferência “Povos Indígenas – Povos Invisíveis”, realizado no Parlamento Europeu, em Bruxelas, no mês de Abril. A publicação acontece no momento em que povos indígenas brasileiros, como os Guarani e Kaiowá, sofrem duros ataques de milícias armadas por fazendeiros, no Mato Grosso do Sul, que já resultaram em pelo menos um assassinato, pondo em risco suas vidas e sua existência como povo. O documento apresenta as palestras feitas durante a Conferência.

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) representou o parlamento brasileiro. Ela denunciou a ausência de representação dos povos originários brasileiros no Congresso Nacional, as ameaças aos direitos legais dos povos indígenas concretizadas em projetos legislativos, a morosidade do Poder Executivo e a judicialização dos processos de demarcação das terras tradicionais e a crescente violência contra os povos indígenas nacionais.

A UNPO registra que “as promessas da Conferência Mundial das Nações Unidas em 2014 eram promover e proteger os direitos dos povos indígenas, em particular por meio da cooperação com as instituições representativas indígenas, para melhorar o acesso ao saneamento, habitação e educação, e para examinar violações dos direitos humanos contra os povos indígenas, especialmente mulheres e meninas. Infelizmente, como este relatório demonstra UNPO, essas promessas não foram cumpridas.”

A organização alerta que “os grupos indígenas continuam a sofrer injustiças hediondas em todo o mundo; se se pretende enfrentar esses problemas de forma efetiva, um diálogo construtivo deve surgir entre atores europeus e indígenas. Muito mais deve ser feito para reconhecer os povos indígenas como parceiros iguais em deliberações nacionais e internacionais sobre questões que lhes dizem respeito, suas terras e seus recursos. O diálogo intercultural, tanto entre diferentes grupos indígenas, e com grupos não indígenas, também é fundamental para a criação de uma maior harmonia nas sociedades em que coexistem diferentes culturas”.

A apresentação da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), integrante da Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas e da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, está transcrita no relatório.

 

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