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6 de janeiro de 2016
publicado às 14h27
Iniciativa quilombola quer assegurar conservação da Mata Atlântica

Iniciativa quilombola quer assegurar conservação da Mata AtlânticaUma imensa reserva de mata atlântica esconde um conjunto de comunidades em Nhunguara onde o tempo praticamente parou a apenas 240 quilômetros de São Paulo. Desde 1700, ex-escravos e seus descendentes moram em isolamento quase total, sem dinheiro nem estradas, vivendo da agricultura em pequena escala.

Há dois anos, no entanto, os moradores começaram a cultivar 18 espécies, metade delas nativas e metade exóticas, no viveiro construído com apoio do programa Microbacias, uma parceria do Banco Mundial com o governo de São Paulo. A iniciativa também permitiu ao grupo erguer uma composteira, para evitar o uso de adubos químicos, e a se estruturar para comercializar cada vez mais mudas. A atividade permite ainda ajudar a preservar o bioma, um dos mais devastados do Brasil.

“Ainda não vendemos muito. No último ano, plantamos 25 mil mudas. As vendas renderam 1 mil reais para cada uma das 11 pessoas do grupo e ainda reinvestimos na compra de sementes. Espero que no futuro possamos melhorar, pois temos mais noções de administração para fazer tudo”, conta a produtora rural Ana Maria Marinho, 58 anos.

Atualmente, os quilombolas vendem apenas para outros agricultores familiares e não têm uma clientela fixa. Por isso, o grupo se associou a outros donos de viveiros para obter o Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM). O documento lhes permitirá finalmente vender as plantas para pessoas físicas e empresas.

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