Salve a Amazonia
19 de agosto de 2016
publicado às 13h47
Jardim Botânico abriga centro de estudo sobre recursos hídricos

Jardim Botânico abriga centro de estudo sobre recursos hídricosEm fevereiro, mudas foram plantadas como teste para verificar a distância ideal entre córregos e lodo da Caesb usado na recuperação de áreas degradadas

Para desenvolver pesquisas sobre o uso de recursos hídricos, a capital federal conta com o Centro Internacional de Referência em Água e Transdisciplinaridade (Cirat), no Jardim Botânico de Brasília. Um dos estudos é sobre aproveitamento de resíduos de tratamento de água para a recuperação de áreas degradadas. O lodo da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) é usado como adubo para cultivar plantas do Cerrado. O centro estuda o impacto disso no lençol freático e na recomposição do meio ambiente.

No Jardim Botânico (Setor de Mansões Dom Bosco, na subida da QI 23 do Lago Sul), mudas foram plantadas em fevereiro como teste para averiguar a distância ideal do lodo aos córregos e a quantidade de resíduo a ser utilizado. “Estamos tentando com um lodo mais seco para diminuir o odor”, conta o chefe da Unidade Estratégica de Água, da Secretaria do Meio Ambiente, Sérgio Ribeiro, representante da pasta no centro.

Segundo Ribeiro, a Caesb produz diariamente 300 toneladas de lodo. “Estamos desenvolvendo um método para que o problema seja parte de uma solução.”

A magnetização da água por meio de ímãs em encanamento também é estudada pelo centro. De acordo com Ribeiro, ao passarem por esse processo, as moléculas sofrem alteração que as deixa mais fáceis de ser absorvidas. “As plantas absorvem mais rápido e com um efeito melhor, o que economiza a água na agricultura.”

O Cirat surgiu em 2009 graças a iniciativas de órgãos e de pesquisadores do governo de Brasília. No entanto, a criação foi oficializada em maio do ano passado, com a publicação no Diário Oficial do Distrito Federal. Os recursos vêm de doações de organismos nacionais e do exterior e de projetos que ganham prêmios em dinheiro.

Para o representante do Meio Ambiente, a oficialização e a organização de centros de pesquisa sobre o assunto são fundamentais, já que Brasília é responsável por três importantes bacias hidrográficas que abastecem o País: do Paraná, do São Francisco e do Tocantins-Araguaia.

O centro reúne pesquisadores de nove órgãos do governo de Brasília: Casa Civil; Secretaria do Meio Ambiente; Secretaria de Saúde; Secretaria de Cultura; Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb); Agência Reguladora de Águas e Saneamento do Distrito Federal (Adasa); Instituto Brasília Ambiental (Ibram); e Jardim Botânico de Brasília.

8º Fórum Mundial da Água

Com o Cirat, o Brasil concorre à classificação de categoria 2 da Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas (Unesco), dada a instituições que contribuem para pesquisa e conhecimento. A ideia é que o centro seja reconhecido como excelência em estudo de recursos hídricos antes do 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em março de 2018 em Brasília. (JADE ABREU – EDIÇÃO: RAQUEL FLORES – DA AGÊNCIA BRASÍLIA).

Compartilhar
Notícias Relacionadas
Comentários 
0
Escreva um comentário

Portal da Amazônia Legal © Todos direitos reservados 2014