Salve a Amazonia
15 de outubro de 2015
publicado às 15h33
Leitão diz para Joaquim Levy que ajustes não prosperam por falta de credibilidade do governo

deputado Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDBA Câmara dos Deputados recebeu em Comissão Geral nesta quarta-feira (14), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que mais uma vez defendeu os ajustes feitos pelo governo como forma de contornar a crise.

“É imprescindível para o crescimento econômico que haja segurança e equilíbrio fiscal, mas sempre há algum custo e essa travessia requer esforço e até sacrifício de pessoas e de empresas. O importante é que se faça uma travessia rápida”, disse Levy.

A tentativa de “amaciar” os deputados não deu certo e o pacote fiscal do governo foi duramente criticado pelos parlamentares. O deputado Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB, disse que a crise nasceu dentro do próprio governo por omissão e incompetência.

“Essa crise nasceu dentro do próprio governo. O governo que está aí é o governo da gastança, da lambança e dos presentinhos para outros países. A quantidade de recursos aplicados fora do Brasil serviria para atender as necessidades de vários segmentos como saúde, educação, segurança e infraestrutura, aqui dentro.”

Nilson Leitão também rechaçou a possibilidade de aprovação de novos impostos como forma de cobrir o rombo deixado no orçamento.

“O que se vê neste momento é o governo oferecendo mais impostos. Não há neste governo nenhuma alternativa dada para que possa cortar na própria carne”, disse o parlamentar dizendo que o governo deve se espelhar nas famílias brasileiras, estas sim, especialistas em contornar crises.

Por fim, Nilson Leitão disse que nenhuma reforma fará sentido se o governo não tiver credibilidade.

“As medidas como essa, só dariam certo em um governo com credibilidade. A indústria, o comercio e até mesmo o setor produtivo, o agronegócio não acreditam mais no governo que está aí. Não há possibilidade de reforma sem credibilidade do gestor. O Brasil não perdeu apenas a credibilidade financeira, perdeu também a credibilidade moral, e isso só será corrigido com a saída da presidente Dilma do Planalto.”

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