Salve a Amazonia
10 de março de 2018
publicado às 14h12
Mais de 30 cães são mortos covardemente pela Prefeitura de Igaracy na Paraíba

Mais de 30 cães são mortos covardemente pela Prefeitura de Igaracy na ParaíbaSegundo denúncias realizadas por moradores aproximadamente 30 cães foram mortos por agentes públicos da Prefeitura de Igaracy (PB) .

Segundo o secretário de Saúde, José Carlos Maia, os cães foram sacrificados por estarem doentes e serem “violentos”, no entanto relatos nas redes sociais afirmam que os animais abandonados foram assassinados indiscriminadamente e que cães que tinham tutores também foram mortos por estarem no local errado na hora errada.

O secretário informou ainda que eles foram submetidos a um procedimento de morte induzida por injeção letal. Vídeos e postagens no Facebook denunciam que os animais foram mortos por envenenamento e pauladas.

Questionado sobre o motivo do massacre cometido contra cães indefesos em situação de abandono, o secretário afirmou que os animais foram assassinados porque não existe no município nenhum local para abrigá-los.

A decisão de matar os animais em situação de rua foi tomada após um requerimento realizado pelo vereador Damião Clementino da Silva (PSD), que solicitou à prefeitura que fossem instituídas políticas públicas para sanar a situação de cães abandonados. Ele esclareceu que jamais sugeriu que os animais fossem mortos.

O presidente da Comissão de Direito Animal da OAB na Paraíba (OAB-PB), Francisco Garcia, lamentou o episódio e explicou que a morte dos animais viola uma lei em vigor. “A lei nº 13.426 de 2017 impede que haja a prática da eutanásia como meio de controle populacional de cães e gatos e a lei 9.605 de 1998 [conhecida pela lei dos crimes ambientais] proíbe expressamente os maus tratos contra animais, tipificando essa prática como crime. Para que essa medida aconteça legalmente existe a necessidade de laudos médicos veterinários, atestando a gravidade da doença em cada um dos animais submetidos à eutanásia, e ainda assim, só é autorizada se não houver tratamento clínico para cura da doença”, disse em entrevista ao G1.

Ele informou ainda que providências serão tomadas em relação a chacina dos animais.

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