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12 de novembro de 2015
publicado às 13h51
Médicos cubanos apresentam projetos para melhorar a vida dos maranhenses

Médicos cubanos apresentam projetos para melhorar a vida dos maranhensesCinco médicos cubanos que trabalham no Brasil por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) apresentaram projetos que serão implementados nos municípios maranhenses em que atuam.

Os trabalhos foram mostrados durante o III Congresso das Prefeituras e Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão, encerrado em São Luís (MA). Os projetos foram selecionados pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEM-MA), pela Secretaria de Saúde do Maranhão e pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) por estarem em sintonia com as prioridades do Estado para a saúde.

A médica Maria Lenin Alvarez, que atua em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de São João Batista (MA), elaborou uma intervenção para aumentar a adesão ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Segundo um levantamento feito por ela, essa prática é pouco adotada na região.

Para mudar esse cenário, ela propôs uma capacitação sobre o tema; a criação junto com a equipe de saúde de um grupo de orientação para mães, gestantes e familiares; e a realização de palestras sobre amamentação, buscando incluir os pais nas consultas de pré-natal.

O médico cooperado Wilfredo Alfonso Lorenzo, que trabalha na UBS Santo Antonio – um povoado a 80 km do centro de Caxias, no Maranhão –, exibiu uma série de vídeos mostrando o trabalho dos profissionais no atendimento a casos de suspeita de dengue, febre, dor de cabeça, hipertensão, entre outros.

Além disso, a equipe de filmagem acompanhou uma visita domiciliar feita por uma profissional do programa “Mais Médicos”, na qual ela orientava um paciente com diabetes. O trabalho de Lorenzo na comunidade envolverá a conscientização sobre doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer, em áreas rurais e quilombolas do município de Caxias.

Barbara Caridad San Juan Oberto, que atua no município de Santa Helena (MA), apresentou um projeto para prevenção e cuidados às pessoas com hipertensão. Segundo ela, na área de cobertura da UBS Antenor Abreu, 23% da população é hipertensa. Por isso, propôs organizar oficinas de conscientização sobre a importância e a forma de uso dos medicamentos, bem como de alimentação saudável; estimular a prática de atividades físicas e fornecer informações sobre como prevenir complicações. “Eu quis desenvolver uma ação para melhorar a saúde da minha comunidade”, explica.

Já os médicos Elaine Leon Palarea, que trabalha em Cururupu (MA), e Júlio Gonzales, que atua em Urbano Santos (MA), planejaram atividades para reduzir a gravidez entre adolescentes que são acompanhadas em suas UBS. O mapeamento feito por eles indicou a necessidade de divulgar informações sobre anatomia; mudanças no corpo, menstruação, fecundação, ovulação; doenças sexualmente transmissíveis, importância do uso de métodos contraceptivos e planejamento familiar; além de parcerias com instituições de ensino.

De acordo com o coordenador regional para o Nordeste da Unidade Técnica Mais Médicos da OPAS/OMS, Glauco Oliveira, estes projetos representam um avanço importante. “Eu gostaria de parabenizar todos os médicos cooperados aqui presentes pelo esmero e por ofertar a possibilidade de reestruturação nas comunidades onde atuam. É um exemplo de identificação de pontos chaves que podem se traduzir em grandes mudanças para suas regiões”, disse Glauco.

“É o entendimento de que enfrentar problemas como diabetes, hipertensão, gravidez na adolescência, e criar mecanismos e estratégias para melhorar a atenção primária em saúde significa avançar no aprimoramento do sistema de saúde, o que reflete em avanços para o município e para o Estado como um todo”, acrescentou o representante da OPAS/OMS.

O coordenador destacou ainda o legado deixado por iniciativas como essas. “Este Congresso significa colocar gestor e médico lado a lado. E esses trabalhos são um capital que vocês trazem e deixam para o município, uma intervenção que pode perdurar mesmo sem o médico e o gestor que a iniciaram”.

Ele também ressaltou que o Congresso permite presenciar o progresso do programa ‘Mais Médicos’. “Nossa intenção é dar conhecimento dessas intervenções para outros municípios, outros Estados e outros países que querem avançar na implementação da atenção primária.” (ONU – Brasil).

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