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7 de outubro de 2016
publicado às 11h53
Movimento Municipalista reúne prefeitos em Brasília

movimento-municipalista-reune-prefeitos-em-brasiliaCom representantes de Norte a Sul do país, a última mobilização municipalista do ano ocorre nesta quarta-feira, 5 de outubro, em Brasília. Prefeitos da atual gestão, reeleitos e eleitos para o primeiro mandato estão presentes no encontro que visa a sensibilizar o Congresso Nacional e o governo federal para a situação em que se encontra os governos locais. Principalmente, no atual momento de recessão econômica e de previsões pessimistas para o próximo exercício.

Os presidentes das entidades estaduais e integrantes da diretoria da Confederação Nacional de Municípios (CNM) compuseram a mesa, que liderou as atividades. O vice-presidente da entidade, Glademir Aroldi, abriu os trabalhos mostrando os entraves que impediram o pagamento do 1% adicional do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e que cancelaram a possibilidade de as Prefeituras receberem porcentual da multa aplicada sobre os valores repatriados. Essas duas medidas adotadas pelo governo federal retiraram recursos dos Municípios.

“Até agora, infelizmente, a gente não tem tido sinal de parceria, sinal de diálogo, sinal de investimento”, disse Aroldi se referindo ao pouco caso da presidência da República com as causas municipais. Ele avisa que a tendência é pior, pois a Proposta de Emenda à Constituição que estabelece teto para os gastos públicos também vai impactar nos cofres municipais, com menos repasses de recursos. “Imagina o que vai acontecer com os Municípios”, sugere o representante da CNM.

Situação

Segundo destacou o vice-presidente, o governo anterior promoveu o pagamento de R$ 9 milhões de Restos a Pagar, de janeiro a julho. Porém, a dívida da União com os Municípios ainda supera R$ 34 bilhões. “Os prefeitos estão encerrando suas gestões, e como fica a situação?” questionou o vice-presidente da entidade. Ele explicitou a questão das obras paradas por conta do não repasse da verba.

Aroldi justificou a ausência do presente da CNM, Paulo Ziulkoski, impedido de viajar por motivos de saúde, e falou dos avanços conquistados pelo movimento municipalista. Dentre eles: o fortalecimento do movimento dentro do Congresso, com a presença dos representantes das entidades estaduais e regionais semanalmente no Parlamento.

CNM

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