Salve a Amazonia
11 de março de 2015
publicado às 23h14
Mutirão de Oftamologia em Roraima

06-03Olhar para os lados e enxergar nitidamente as coisas muitas vezes apenas é realmente valorizado quando se perde a visão. É o que temem os pacientes que participam hoje e amanhã do mutirão para avaliação oftalmológica, realizado no Hospital Coronel Mota. Muitos esperam na fila há anos por um procedimento para voltar a enxergar com nitidez e ter mais qualidade de vida.

Esse trabalho prevê o atendimento de 112 pacientes, da capital e outros municípios, que aguardam por um procedimento cirúrgico, por meio do TFD (Tratamento Fora de Domicílio).Os pacientes estão sendo avaliados por um médico especialista em retina – o retinólogo, José Fernando de Carvalho Júnior, de Aracaju (SE).

Os pacientes passam por uma análise, que inclui mapeamento e ultrassom ocular. Então, será feita uma avaliação, caso a caso. “Com a avaliação desses pacientes e o conhecimento da estrutura das unidades de média e alta complexidade existentes em Roraima, teremos o levantamento de quais pacientes poderão passar pela cirurgia aqui no estado, o que evitaria o deslocamento dessas pessoas para outras localidades”, explicou a coordenadora geral de regulação da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), Maria Lúcia de Lucena.

O retinólogo explica que os problemas de visão podem ser causados por diversos fatores, inclusive por outras doenças, como diabetes, hipertensão, além dos casos de descolamento de retina. E o tempo de espera é determinante para o sucesso “É preciso fazer o diagnóstico para realizar os procedimentos necessários. Quanto mais demorado este diagnóstico, há mais risco até de perder a visão”, destacou.

Venezuelano, mas roraimense de coração, afinal, já são 30 anos em Boa Vista, Claro José Carmona, aguarda na fila pelo procedimento há cinco anos. Depois de passar pelo especialista neste sábado, está esperançoso: “O médico confirmou que meu caso é cirúrgico. Espero que realizar o procedimento e finalmente melhorar minha visão”, comentou.

Eloi Cabral Alves convive há mais de um ano com o deslocamento de retina e a visão está cada vez pior. Tudo começou com uma coceira e hoje já não enxerga quase nada. Depois de passar pelo especialista, ele espera: “quero voltar a enxergar. Mesmo que não seja 100%, quero que minha visão fique melhor”.

Os que não puderem ser atendidos em Roraima, continuarão aguardando a disponibilidade de uma vaga em outra unidade referência do Ministério da Saúde, na rede SUS (Sistema Único de Saúde) do país, para a realização do tratamento necessário. “Tão logo haja a disponibilidade de vaga, o Estado efetivará a conclusão do processo de liberação. Nosso objetivo é tirar as pessoas das filas dos hospitais e ter, cada vez, condições de oferecer um tratamento eficaz e satisfatório na área de Saúde”, enfatiza Maria Lúcia.

SIMONE CESÁRIO
Fotos: Fernando Oliveira

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