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23 de novembro de 2016
publicado às 12h55
Na COP22, líderes mundiais manifestam apoio à implementação de Acordo de Paris para o clima

na-cop22-lideres-mundiais-manifestam-apoio-a-implementacao-de-acordo-de-paris-para-o-climaOnze dias após a entrada em vigor do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, líderes mundiais mostraram forte apoio à implementação do pacto durante a reunião de terça-feira (15) da 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP22), realizada em Marrakesh, no Marrocos.

“Os países apoiaram firmemente o Acordo de Paris porque sabem que o interesse nacional é mais bem assegurado por meio do andamento do bem comum. Agora, nós precisamos traduzir as palavras em políticas e ações eficazes”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na abertura do evento de ontem.

“Isso é fundamental para proteger o nosso planeta, para proteger os mais vulneráveis e para coordenar a prosperidade partilhada. O desenvolvimento orientado com baixa emissão de gases poluentes e a resiliência climática vão ajudar a avançar com todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, acrescentou.

Ban destacou o comprometimento da ONU em ajudar os países a implementar o acordo, e pediu aos Estados desenvolvidos que “honrem com o compromisso de mobilizar o financiamento de 100 bilhões de dólares até 2020, para auxiliar os países em desenvolvimento a se adaptarem à vulnerabilidade climática”.

Segundo o dirigente máximo da ONU, algumas lições-chave para trabalhar a questão do clima no topo da agenda internacional incluem soluções multilaterais; liderança dos chefes de estados e governos; compromisso das sociedades entre outras.

“Todos os países estão cientes de que a mudança climática é uma realidade. Nenhum Estado poderoso está imune aos impactos dessa situação”, frisou.

Em seu discurso, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thomson, encorajou todas as partes a acelerar e melhorar a implementação das contribuições nacionalmente determinadas.

Ele acrescentou que uma ação urgente sobre as mudanças climáticas deve ser vista como um imperativo moral, ambiental, científico e de desenvolvimento, guiada pela ambição, igualdade e ação.

A secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), Patricia Espinosa, ressaltou a necessidade de fazer da ação climática “uma pedra angular da transformação para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável”.

“Esta profunda transformação não será fácil e envolverá decisões difíceis. Uma liderança é necessária mais do que nunca. E a contribuição dos negócios, governos, população indígena, dos jovens, mulheres e outros não pode ser ignorada “, acrescentou.

Adotado por 196 países em dezembro do ano passado na UNFCCC, o Acordo de Paris pretende fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas mantendo o aumento da temperatura global neste século bem abaixo dos 2 graus Celsius, buscando limitá-lo a 1,5 grau. O acordo entrou em vigor em 4 de novembro. (ONU – Brasil).

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