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11 de novembro de 2015
publicado às 13h09
Novas medidas de mitigação para reduzir emissão de carbono negro

novas medidas de mitigação para reduzir emissão de carbono negroO carbono negro causa milhões de mortes todos os anos e contribui para aumentar as temperaturas no planeta. Na atmosfera, ele aparece como poluição do ar, com emissões provenientes, principalmente, da combustão de diesel e biocombustíveis, usinas de carvão, fornos de biomassa, fornos de tijolos e queimadas de vegetação. Para mitigar seus efeitos no aquecimento global, um novo relatório foi apresentado pelo Painel Consultivo Técnico e Científico do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, em inglês) no 49º Encontro Anual do Fundo Global para o Meio Ambiente, que aconteceu em Washington, EUA.

O Painel, composto por um grupo de cientistas apoiados pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), recomenda investimentos significativos na aceleração da redução do carbono negro para diretamente apoiar a implementação dos recentemente anunciados Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) nas áreas de melhoria da qualidade do ar, mitigação de mudança do clima, redução da vulnerabilidade do clima, e transferência de tecnologias de baixo carbono.

O carbono negro absorve energia solar a taxas um milhão de vezes maiores que o dióxido de carbono. Apesar de permanecer na atmosfera por poucos dias, ele contribui para o processo geral de aquecimento global. Ele tem estado ligado a uma série de impactos ambientais e à aceleração do degelo em regiões sensíveis como o Ártico e o Himalaia, que são particularmente vulneráveis a esses efeitos.

As emissões de carbono negro também causam impactos adversos na saúde humana e nos ecossistemas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fumaça proveniente da queima de carvão ou madeira está entre os dez maiores fatores de risco de saúde no mundo, contribuindo para mais de 4 milhões de mortes prematuras todos os anos por doenças relacionadas à poluição do ar.

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