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3 de junho de 2016
publicado às 12h31
OMS recomenda que pessoas vivendo em áreas com transmissão local do zika adiem ter filhos

OMS recomenda que pessoas vivendo em áreas com transmissão local do zika adiem ter filhos

Em atualização publicada nesta semana (30) de seu guia provisório sobre prevenção da transmissão sexual do zika, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que homens e mulheres em idade reprodutiva e vivendo em áreas de transmissão local do vírus considerem adiar possíveis gravidezes.

O organismo internacional também dobrou o período de tempo recomendado para que indivíduos que tenham visitado áreas onde o zika circula pratiquem sexo mais seguro ou se abstenham de relações sexuais – de quatro semanas para oito semanas.

Se durante esse período sintomas do zika aparecerem, homens devem adotar práticas sexuais mais seguras ou praticar abstinência por pelo menos seis meses. Os mesmos períodos — oito semanas ou seis meses em casos sintomáticos — são recomendados a casais ou mulheres que planejam ter filhos e que moram ou estão voltando de locais afetados pelo zika.

Embora o principal vetor da doença seja o mosquito Aedes aegypti, estudos identificaram o vírus em fluídos corporais de indivíduos infectados, entre eles, o sêmen.

Segundo a cartilha atualizada da OMS, parceiros sexuais de mulheres grávidas – que estejam morando ou retornando de regiões em que a transmissão local do zika ocorra – devem praticar sexo mais seguro ou se abster de relações sexuais durante toda a gestação.

Governos devem garantir que mulheres que praticaram sexo sem proteção e não desejam ficar grávidas – devido a preocupações com o zika – tenham acesso a contraceptivos de emergência, como a pílula do dia seguinte, e aconselhamento.

Independentemente do risco de infecção pelo vírus zika por meio de relações sexuais, a OMS reitera que sempre recomendou práticas sexuais mais seguras para prevenir o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de gravidezes não planejadas.

De acordo com a agência de saúde da ONU, práticas sexuais consideradas mais seguras incluem o adiamento da iniciação sexual, sexo sem penetração, uso correto e consistente de preservativos masculinos e femininos e reduzir o número de parceiros sexuais.

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