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6 de abril de 2020
publicado às 20h12
Povos indígenas do Tocantins recebem orientações de prevenção à Covid-19

500037_700Historicamente, sabe-se que surtos endêmicos são mais letais aos povos indígenas. Com a pandemia da Covid-19, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), tem orientado lideranças indígenas para que sigam as recomendações das autoridades em saúde mundiais, do Governo Federal e do Estado para combater a transmissão do novo Coronavírus entre os povos indígenas do Tocantins.

A diretora dos Direitos Humanos da Seciju, Sabrina Ribeiro, afirmou que não serão medidos esforços para fazer com que as comunidades indígenas compreendam a importância destas orientações sobre a reclusão social para prevenção ao novo Coronavírus, causador da Covid-19. “Estamos empenhados em fazer com que a compreensão sobre este resguardo social seja assimilada com eficácia por todos os indígenas, pois é de suma importância a adesão deles. Assim, evitaremos a disseminação da doença nas aldeias, evitando o que seria algo bem mais complexo”, alertou Sabrina Ribeiro.

Segundo a gerente de Diversidade e Inclusão Social da Seciju, Nayara Brandão, a atitude mais eficaz para o combate à propagação da Covid-19 é a reclusão, sendo esta medida adotada pelos povos indígenas do Tocantins. ”As aldeias estão com restrição de visitas desde do início do mês, todos os órgãos que trabalham na proteção dos povos, auxiliaram com informações de proteção e com apoio ao isolamento social”, explicou.

A coordenadora do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Laudovina Pereira, contou que os povos indígenas do Tocantins tomaram medidas de prevenção ao contágio. “As lideranças indígenas estão preocupadas e alguns povos como Apinajé, Krahô, Krahô-Kanela, Karajá de Xambioá, Karajá e Javaé estão fazendo por conta própria o fechamento das entradas dos seus territórios, com barreiras, evitando assim, a entrada de pessoas que não são indígenas, para se protegerem do novo Coronavírus”, destacou.

Laudovina Pereira falou também que as lideranças estão preocupadas com a ida dos indígenas às cidades para receberem os recursos dos programas sociais, como Bolsa Família e aposentadoria, que são utilizados para fazerem compras de suprimentos necessários à sobrevivência. E, nesse contexto, caso contraiam a doença, levariam o vírus para as aldeias.

Para prevenir que isso aconteça, as lideranças têm orientado os indígenas, com base nas informações repassadas pelos meios de comunicação baseadas em recomendações das autoridades de saúde, que limpem tudo que entra nas comunidades. “Eles estão atentos aos materiais e aos insumos que são externos e que porventura entram nas aldeias, como alimentos, por exemplo”, destacou a coordenadora do Cimi.

Na aldeia Horo Tory, o indígena Admilton Karajá pediu à sociedade que neste momento sejam evitadas visitas. “Todos temos que ter consciência que nossa imunidade é muito baixa. Então, precisamos manter isso”, concluiu.

A interrupção de visitas às terras indígenas ocorre em consonância com a Portaria nº 419, de 17 de março de 2020, da Fundação Nacional do Índio (Funai), que suspendeu o acesso de visitantes por 30 dias.

Povos indígenas

São aproximadamente 15 mil indígenas no Estado, divididos em dez povos indígenas no Tocantins, sendo eles: Apinajé, Avá Canoeiro, Javaé, Kanela do Tocantins, Karajá, Karajá Xambioá, Krahô, Krahô aldeia Takaywra, Krahô Kanela, Xerente.

Telefones para atendimento

Dúvidas e orientações podem ser obtidas pelos telefones: Diretoria de Direitos Humanos – (63) 3218-6917; Gerência de Diversidade e Inclusão Social – (63)3218-6919; e Conselho Indigenista Missionário (Cimi) – (63) 3224-3219.

Fonte: Secom-TO

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