Salve a Amazonia
3 de junho de 2016
publicado às 15h53
Projeto de jovem senador sobre certificação de madeira em debate no Senado

Madeira NativaEm sintonia com o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste domingo (5), o Senado aprovou sugestão de Jovens Senadores Edição 2015, a ser transformado em projeto de lei sobre a obrigatoriedade de a Administração Pública exigir certificação de madeira nativa utilizada em obras, serviços e produtos a ela prestados.

Os jovens senadores são selecionados por meio de um concurso nacional de redação. Os ganhadores participam de uma simulação do trabalho dos parlamentares no Senado Federal, em Brasília. Em sua 9ª edição, o concurso está com as inscrições abertas até o dia 19 de agosto.

A administração pública pode ser obrigada a exigir comprovação da origem legal da madeira nativa que venha a ser utilizada em suas obras e serviços ou em produtos adquiridos. É o que determina sugestão do Programa Jovem Senador (SUG 3/2016) aprovada nesta quarta-feira (1º) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que agora passará a tramitar como projeto de lei de autoria do colegiado.

A sugestão é de autoria dos jovens senadores Arabela Melo (AL), Eduarda Moura (AC), Geysa Claudio (AM), Lucas Nascimento (ES), Maria Clara Prado (SE), Monalisa Quintana (MS), Victor Taquary (DF) e Vitória Barbosa (CE).  O projeto passa a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e nas comissões pertinentes ao tema. Os jovens senadores participaram da edição de 2015 do Jovem Senador. A relatora da sugestão, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), defendeu a conversão da proposta em projeto.

Produtos

Os editais de licitação para aquisição direta ou indireta de produtos e subprodutos de madeira nativa deverão prever como requisito de habilitação dos licitantes a comprovação de sua procedência legal, mediante apresentação da documentação necessária.

Deve ser considerado produto de madeira nativa, para efeito legal, madeira em toras, toretes, postes não imunizados, madeira para escoramento, palanques roliços, dormentes nas fases de extração, mourões, achas e lascas e madeira serrada sob qualquer forma.

Dever do Estado

De acordo com o texto aprovado, a atividade ilegal de extração de madeira nativa “contribui para a redução de espécies nativas e em extinção, além de alterar as relações ecológicas entre os seres vivos que habitam as florestas”.

A sugestão ressalta ainda o dever do Estado de manter as florestas protegidas, além de combater qualquer prática que desrespeite o meio ambiente e causem impactos ecológicos.

Fátima Bezerra considerou louvável a contribuição que o Programa Jovem Senador ao Parlamento, com iniciativas que, na sua visão, “permitem pensar o País com olhos no futuro, buscando-se a sustentabilidade”.

Serviço:

Para informações mais detalhadas, acesse o site do Programa Jovem Senador.

Agência Senado

 

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