Salve a Amazonia
29 de junho de 2016
publicado às 20h15
Projeto de merenda orgânica tira 11 toneladas de gordura de escolas

Projeto de merenda orgânica tira 11 toneladas de gordura de escolasMais de 30 mil crianças do Estado do Rio deixaram para trás, desde o início de 2015, alimentos como salsicha, batata frita e refrigerante e passaram a comer mais verduras, legumes e frutas. Pelo menos dentro da escola. A mudança é fruto do projeto Alimentação Escolar Saudável, implantado pela primeira vez no ano passado em 91 colégios públicos de cinco municípios: Três Rios, Paraíba do Sul, Itaperuna, Pinheiral e Trajano de Moraes. A iniciativa trouxe resultados expressivos: ao todo, houve redução de mais de 11 toneladas de alimentos processados e embutidos, ricos em gorduras, sal e açúcar, enquanto mais de 18 toneladas de produtos orgânicos passaram a fazer parte dos cardápios.

Para essa transformação de hábitos acontecer, as prefeituras dessas cidades se comprometeram a aumentar as compras de fornecedores locais, oriundos da agricultura familiar, e grande parte das escolas criou hortas cultivadas pelos próprios alunos e professores. Além disso, as cerca de 400 merendeiras dessas instituições receberam um curso sobre nutrição, certificado pelo Ministério da Educação. O curso foi patrocinado pelo Sistema Firjan, que, assim como o Planeta Orgânico e o Sebrae, apoia a iniciativa.

A causa é considerada urgente, já que 41 milhões de crianças no mundo estão com sobrepeso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E o projeto feito no estado será “coroado” hoje, durante a abertura do Green Rio, feira de negócios sustentáveis que ocorre até sábado na Marina da Glória. Três Rios e Paraíba do Sul, os dois municípios que empataram em primeiro lugar — em termos de quantidade de alimentos saudáveis oferecida aos estudantes —, receberão o Prêmio Alimentação Escolar Saudável. A ideia desse projeto foi lançada na última edição do Green Rio, que reúne anualmente representantes da economia verde e do setor orgânico.

Antes do projeto, 56,9% dos alimentos das escolas das cinco cidades participantes eram comprados de produtores locais. Hoje, essa fatia subiu para 76,8%, o que representa um investimento de R$ 1,1 milhão a mais em compras. Assim, a iniciativa tem colaborado para movimentar a economia local.

O impacto mais óbvio, porém, é mesmo sobre a saúde das crianças, que passaram a conhecer melhor o que comem e a escolher opções mais naturais.

— Criar hortas nas escolas foi uma parte muito importante desse projeto, porque levou às crianças a origem dos alimentos — destaca a secretária de educação de Três Rios, Carla Monnerat. — Apesar de não ser fácil mexer com o paladar e os hábitos das crianças, elas aceitaram muito bem a mudança dos cardápios. Demos especial atenção às creches, onde, por conta do horário integral, os alunos fazem cinco refeições por dia.

AMPLIAÇÃO DO PROJETO À VISTA

Segundo a idealizadora do Green Rio, Maria Beatriz Martins Costa, o projeto vai continuar em todas as 91 escolas e, possivelmente, ser ampliado para outros municípios. No entanto, não há previsão de quando a iniciativa chegará à cidade do Rio.

— Na semana que vem, teremos uma reunião de avaliação do projeto e vamos conversar com o Sebrae e com o Sistema Firjan para ver se conseguimos abrir para mais municípios. Meu sonho é que isso chegue a todos os municípios do Brasil — aspira ela. (O Globo).

 

Compartilhar
Comentários 
0
Escreva um comentário

Portal da Amazônia Legal © Todos direitos reservados 2014