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21 de junho de 2016
publicado às 12h37
Projeto tenta resgatar uso de plantas medicinais em unidades de saúde

Projeto tenta resgatar uso de plantas medicinais em unidades de saúdeUm projeto realizado em Sorocaba (SP), em parceria com o Ministério da Saúde, visa a popularizar a prática de utilizar plantas medicinais em tratamentos médicos. Geralmente, nas unidades básicas, especialistas orientam e pacientes seguem as recomendações para recuperar a saúde. No entanto, para curar alguns males, eles nem precisaram sair do posto.

A horta comunitária que fica no quintal desses espaços públicos tem plantas medicinais poderosas no combate a muitas doenças. A iniciativa faz parte projeto Fito Sorocaba, que tem como objetivo o uso racional das ervas medicinais na atenção primária à saúde.

“A gente vai indicar da forma correta como utilizar essas plantas, efeitos colaterais que podem ocorrer e como fazer o chá”, explicou a chefe divisão de assistência farmacêutica da prefeitura, Joseane Pereira.

Seis espécies de plantas foram escolhidas para participar do projeto, já que têm alto poder curativo. O boldo melhora a digestão, a melissa ajuda quem tem insônia a dormir, o guaco evita a tosse, o capim limão é um calmante natural. A hortelã ameniza as cólicas intestinais, o manjericão, usado como tempero, é um poderoso anti-inflamatório. “Selecionamos o manjericão para substituir também a utilização do sal, em forma de tempero”, disse Joseane.

Jardim dos sentidos
Os pacientes que recebem a indicação para tratamento com plantas ganham panfletos com as orientações. Apesar de serem naturais, os chás têm indicações de uso, contraindicações, doses corretas e até a maneira certa de serem feitos. O xarope de guaco ajuda a diminuir a tosse, o plântago tem fibras que melhoram o funcionamento do intestino, a espinheira santa é um anti-infamatório, a passiflora funciona como um calmante e as cápsulas de alcachofra ajudam a diminuir o colesterol.

Esse tipo de horta já existe na UBS do Cerrado, Vitória Régia, Lopes de Oliveira e no postinho da Ulisses Guimarães. A ideia é implantar uma horta por mês em cada UBS. Todas as mudas saem do jardim dos sentidos.

A cabeleireira Ana Cristina Sette e o paisagista Cláudio Siqueira sabem usar como poucos o espaço pequeno para cultivar essas espécies. Com a ajuda da natureza, transformaram a casa onde vivem em um lar. Na sacada, o verde comanda o visual e atrai os olhares.

A horta vertical tem até sistema de irrigação por gotejamento. Um capricho que faz bem à saúde. Isso porque eles cultivam plantas medicinais. Tem boldo, capim santo, melissa alecrim, erva doce, menta. Chás e temperos para uma vida mais saudável. “É a nossa farmacinha. Então a gente tem o anfi-inflamatório, o chá, bem estar do dia a dia. Além de ser um elemento decorativo para dar uma vivacidade ao ambiente”, diz Siqueira.

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