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4 de agosto de 2016
publicado às 13h41
Projetos de alimentação escolar

Projetos de alimentação escolarModelo brasileiro, que combina alimentação escolar e compra de produtos da agricultura familiar, servirá de exemplo para países africanos. Viagem ao Brasil foi guiada pelo Centro de Excelência contra a Fome e levou os estrangeiros até Planaltina, no Distrito Federal, onde conheceram uma cooperativa que fornece frutas, verduras e legumes para 23 escolas.

Iniciativas de alimentação escolar no Brasil vão inspirar melhorias em programas de países africanos. Foto: PMA / Ana Claudia Costa

Ao longo da semana passada, especialistas do Economic Policy Research Institute (EPRI), centro de pesquisa sul-africano, visitaram o Brasil para conhecer iniciativas bem-sucedidas que combinam alimentação escolar e compra de produtos da agricultura familiar. A passagem pelo país foi guiada por técnicos do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

O objetivo da viagem era adquirir informações que vão orientar os pesquisadores na elaboração de um relatório para a União Africana e a agência das Nações Unidas. O documento vai analisar programas de alimentação escolar no continente africano a fim de propor soluções para melhorar o fornecimento de refeições em centros de ensino e fortalecer a segurança alimentar entre os mais jovens.

Os especialistas foram à Planaltina, uma das regiões administrativas do Distrito Federal. Lá, visitaram uma unidade de coleta e distribuição de alimentos e uma associação de agricultores familiares que fornece frutas e hortaliças para 23 colégios das redondezas.

No dia seguinte, foi a vez de conhecer uma escola — no município de Formosa, próximo a Brasília — que se beneficia do Programa Nacional de Alimentação Escolar. A iniciativa brasileira é abastecida parcialmente com produtos da agricultura familiar e local — o que estimula o crescimento econômico das comunidades de pequenos fazendeiros.

“Depois das reuniões e das viagens de campo, estamos realmente convencidos de este é o caminho certo para captar todas esta gama de interações complexas que permitem que o programa de alimentação escolar possa contribuir, de fato, para o desenvolvimento nacional”, destacou o pesquisador Michael Samson.

Equipe do EPRI visitou cooperativa que fornece frutas, legumes e verduras para 23 escolas no Distrito Federal. Foto: PMA / Ana Claudia Costa

O especialista elogiou a coordenação interministerial observada entre os organismos estatais brasileiros para tornar possível o modelo de alimentação escolar atualmente desenvolvido.

Segundo Samson, esse tipo de cooperação é um dos maiores desafios para os países africanos. “E isso é algo que o Brasil mostrou que soube fazer, talvez melhor do que qualquer outro país no mundo”, ressaltou.

A pesquisa encomendada pela União Africana e o PMA deverá identificar as falhas dos sistemas de alimentação escolar das nações africanas que ainda impossibilitam a associação entre o oferecimento de refeições para alunos e a aquisição de produtos locais e da pequena agricultura. (ONU – Brasil).

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