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6 de outubro de 2015
publicado às 16h22
Proteção de espécies migratórias ameaçadas de extinção

Proteção de espécies migratórias ameaçadas de extinçãoA partir da assinatura da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU, o Brasil começará a trabalhar em cooperação regional para garantir a conservação de vários animais ameaçados no mundo.

O Brasil se tornou nesta quinta-feira (01) parte da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU (CMS, em inglês). Junto à Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, o país trabalhará em cooperação regional para garantir a conservação de várias espécies ameaçadas no mundo.

O Brasil é um dos 17 países considerados mega-biodiversos, e a sua abundância de plantas e animais é incomparável com qualquer outro país. Sua diversa rede de ecossistemas serve de abrigo para milhares de animais, incluindo várias espécies migratórias. Entre os muitos animais que migram para o Brasil listados pela CMS como ameaçados de extinção estão o maçarico-esquimó, o peixe-boi caribenho, a cachalote, a toninha e o grande tubarão branco.

A CMS é um tratado intergovernamental que se preocupa com a conservação da vida selvagem e dos habitats em uma escala global, cobrindo espécies migratórias terrestres, aquáticas e aéreas. O Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) é responsável pelo o Secretariado da Convenção.

“Ao se tornar participante da convenção, o Brasil preencheu uma lacuna importante no mapa da conservação do Hemisfério Oeste e da América do Sul. O Brasil se junta a outros países do G20, como Índia e África do Sul como membro da CMS, o que tem sido considerado um relevante fórum global para a promoção da conservação de espécies migratórias ameaçadas de extinção, incluindo muitos animais icônicos”, disse o secretário executivo da CMS, Bradnee Chambers.

Anteriormente, o Brasil já havia se juntado a outros participantes da CMS para encontrar maneiras de proteger melhor as espécies migratórias de pradarias sul-americanas e os seus habitats. Além da perda e fragmentação de seus habitats, pássaros também são ameaçados por agroquímicos, poluição e captura ilegal.

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