Salve a Amazonia
24 de março de 2015
publicado às 21h04
Reduz ainda mais o nível de gelo do Ártico

Melt-water Waterfalls at Humboldt Glacier

O Centro de Dados Nacional sobre Neve e Gelo (NSICD, em inglês) divulgou essa semana o nível máximo de gelo do Ártico, e as notícias não são nada animadoras: mais um recorde de diminuição da plataforma ártica. A nova extensão máxima divulgada é de 14,5 milhões de quilômetros quadrados – cerca de 1,1 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média entre 1981 e 2010. Essa é a pior marca da história desde o começo das medições.

Em relação à medição anterior (2011-2012), o gelo encolheu 130 mil quilômetros quadrados. Trata-se de uma quantidade imensa de massa gelada, maior do que as áreas dos estados de Santa Catarina e Sergipe somadas.

O gelo ártico derrete e congela novamente num ciclo anual regular. A cobertura gelada normalmente atinge sua extensão máxima entre fevereiro e março. Depois disso, o gelo derreto com o verão, atingindo um nível mínimo no mês de setembro. Essa medição serve para atestar a perda cada vez maior de gelo no Ártico, uma vez que os níveis máximo e mínimo de gelo diminuem ano a ano.

“Existe apenas um pequeno grupo de pessoas no planeta que vai receber com satisfação essa notícia, e todas elas trabalham na indústria do petróleo”, provoca Ben Ayliffe, coordenador da campanha Salve o Ártico do Greenpeace Internacional. Nesse momento, a Shell está se preparando para explorar no Alasca (cujo território faz parte do Ártico) por combustíveis fósseis que derretem o gelo em primeiro lugar.

“Estamos sofrendo com enchentes, tempestades e secas causadas pelas mudanças climáticas. Por isso milhões de nós estão comprometidos em denunciar a Shell para que ela não possa se safar tão facilmente”, conclui Ayliffe. (Greenpeace Brasil).

Compartilhar
Notícias Relacionadas
Comentários 
0
Escreva um comentário

Portal da Amazônia Legal © Todos direitos reservados 2014