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5 de junho de 2017
publicado às 15h14
Solução para áreas degradadas no cerrado é objetivo de pesquisa na UFT

Solução para áreas degradadas no cerrado é objetivo de pesquisa na UFTPensado de acordo com as circunstâncias para recuperação de áreas degradadas na beira de córregos, o Viveiro Águas do Brejo foi inaugurado no Câmpus de Palmas, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt). O espaço será usado por pesquisadores e estudantes de engenharia ambiental para estudar espécies vegetais do cerrado e suas condições de reprodução, germinação e desenvolvimento em diferentes solos. Com isso, será possível identificar aquelas com melhores condições de contribuir para a recuperação de áreas degradadas.

Professora Iracy Martins explica como a metodologia implementada pode recuperar áreas degradadas (Foto: Daniel dos Santos)A coordenadora do projeto, Iracy Martins, explica que a experiência com a reprodução de espécies nativas em diferentes substratos dura até setembro. “Será importante para identificar espécies que se reproduzam assexuadamente para viabilizar a reprodução através de estacas. Com as metodologias que a gente aplicar, teremos maior eficiência para o que pode ser feito na recuperação de um recurso hídrico”.

A estudante do nono período do curso de Engenharia Ambiental, Tainá Moraes, destaca a importância para sua formação ao atuar empiricamente em uma área tão relevante para a profissão. “A gente aprende na prática a recuperação, que é uma das partes mais importantes da engenharia ambiental. O cerrado está muito degradado. É um problema muito sério e que pouco tem sido feito para resolvê-lo”.

Outras áreas beneficiadas
O professor Waldesse Júnior pesquisa a conservação de abelhas e comenta que sua área de pesquisa também será beneficiada pelo resultados dos experimentos no viveiro. “As abelhas fazem até 90% da polinização de espécies nativas nas florestas. As abelhas são importantes para o desenvolvimento e perpetuação das plantas. Quando o homem destrói a mata, impacta nas abelhas. Quando impacta as abelhas, ele inviabiliza ainda mais a reprodução das plantas. O projeto viabiliza as plantas e recupera as áreas degradadas. Isso mantém a viabilidade da população nativa de abelhas”.

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