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13 de abril de 2016
publicado às 17h12
UNICEF capacita 99 municípios do Pará, Amazonas e Maranhão para promover direitos da criança

UNICEF capacita 99 municípios do Pará, Amazonas e Maranhão para promover direitos da criança

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) capacitou 200 representantes de 99 municípios do Pará, Amazonas e Maranhão a fim de promover boas práticas voltadas para as crianças e jovens. Saneamento básico, combate ao Aedes aegypti e à epidemia de zika e consultas à população foram destaque dos eventos de formação.

Realizadas nas respectivas capitais e em parceria com os governos estaduais, as palestras foram oferecidas no âmbito do quarto e último Ciclo de Capacitações do Selo UNICEF Município Aprovado na Amazônia.

Nesses estados, 211 municípios ainda não obtiveram o reconhecimento do Fundo da ONU, que busca estimular e reconhecer mudanças concretas e positivas na vida dos meninos e meninas nos municípios da região. Os eventos reuniram articuladores da iniciativa do UNICEF e presidentes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

Para a coordenadora do escritório do UNICEF em São Luís, Eliana Almeida, “cada uma das etapas do Selo tem um propósito. É fundamental fazer com que diferentes atores – gestores, conselheiros, lideranças e famílias – entendam que garantir os direitos de crianças e adolescentes exige um trabalho com várias dimensões, desde a melhoria na oferta de serviço até a mobilização social de todos. Este é o propósito do Selo”.

No primeiro dia de capacitação (5), foi explicada a nova atividade proposta no Eixo de Participação Social de Combate ao Aedes aegypti, na qual os municípios precisam apresentar as suas estratégias desenvolvidas para a eliminação do vetor da dengue, da zika e da chikungunya.

A representante da Coordenação Estadual de Controle da Dengue, Zika e Chikungunya da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará, Heloisa Costa, destacou que “no dia a dia, não conseguimos chegar aos 144 municípios”. Daí, a importância de um evento como a capacitação promovida pelo UNICEF.

“Precisamos envolver todos os que fazem parte da gestão municipal, porque as Secretarias Municipais de Saúde sozinhas não conseguem dar conta de todo o trabalho de prevenção e combate. É preciso apoio da Educação, da Assistência Social, do Saneamento, do Meio Ambiente, enfim, de todas as áreas”, explicou.

“A capacitação é sempre um acúmulo de novos conteúdos. Essas informações sobre o Aedes aegypti, por exemplo, ajudam muito, porque a imprensa já está diminuindo a divulgação, então a gente nem fica sabendo realmente como está o surto”, avaliou a articuladora do Selo UNICEF em Santa Cruz do Arari, no Pará, Brenda Portal.

A presidente do CMDCA de Nova Olinda do Norte, no Amazonas, Edimara Andrade, está grávida e ficou muito feliz com a formação que recebeu em Manaus.

“Agora nós fomos capacitados como brigadistas no combate ao mosquito e é muito importante que nós tenhamos os cuidados necessários e apoiemos a campanha”, disse. Nova Olinda do Norte está organizando a Semana do Bebê e vai destacar, na programação, a prevenção do zika entre as gestantes como forma de prevenir a microcefalia.

Na programação, também teve destaque a metodologia do 2° Fórum Comunitário, etapa de avaliação qualitativa que os municípios devem realizar até 30 de julho e durante a qual a sociedade dirá o que pensa sobre as políticas públicas municipais realizadas para a infância e adolescência nos últimos anos.

O integrante da equipe de articulação do Selo UNICEF de Serra do Maranhão, Laurenilson Rocha, afirmou que com a capacitação ele se sente preparado para as novas etapas do projeto.

“As capacitações são norteadoras do nosso trabalho. Agora, sabemos como realizar o 2° Fórum e também adquirimos outros conhecimentos que vamos levar para os municípios e que vão ajudar nas ações para melhorar a vida das crianças”, afirmou.

Além desses temas, foram apresentadas aos articuladores e representantes municipais informações sobre limpeza e drenagem de lixo, manejo de resíduos sólidos, tratamento de água e esgotamento sanitário.

Segundo o coordenador do escritório do UNICEF em Belém, Fabio Morais, que ministrou a palestra na capital paraense, é fundamental que esses atores compreendam o que é saneamento básico e a necessidade de um trabalho articulado entre as secretarias. “Podemos fazer uma grande diferença na gestão do ambiente urbano se envolvermos aqueles que atuam nas políticas sociais com o trabalho de mudança de hábitos da sociedade”, disse.

Ao longo da capacitação, os participantes conheceram a estratégia do UNICEF para o Dia Mundial de Lavar as Mãos, celebrado em 15 de outubro, que pode ser usada nos municípios para destacar a necessidade de boas práticas de higiene para evitar doenças como a diarreia, que ainda acometem grande parte da população de até seis anos na Amazônia.

Ao longo do mês de abril e até o início de maio, o Selo UNICEF promoverá ciclos de formação em outros estados, como Rondônia, Roraima, Acre, Amapá e Mato Grosso. (ONU – Brasil).

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