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4 de abril de 2016
publicado às 14h06
Veganismo e direitos dos animais entram em debate na UnB

Veganismo e direitos dos animais entram em debate na UnBNa última quarta-feira (30), representante da Frente de Ações para Libertação Animal esteve na Universidade de Brasília para tratar sobre estilo de vida vegano e direito dos animais.

A palestra aconteceu durante a hora do almoço no anfiteatro 4, reunindo praticantes do veganismo e interessados para uma exposição do que significa ser vegano e porque os direitos animais devem ser respeitados. “A defesa dos animais não se trata de uma luta entre o bem e o mal. Trata-se simplesmente de uma questão entre o conhecimento e a ignorância”, diz Bruno Pinheiro, coordenador da Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA), ao realizar a apresentação. “A partir do momento que você conhece a realidade, você sabe exatamente como deveria agir”, diz. O documentário a seguir, chamado A Engrenagem, foi exibido durante a palestra e mostra dados sobre a exploração dos animais realizada pela indústria alimentícia:

O veganismo é um modo de vida que exclui a prática de exploração animal, bem como o consumo de produtos cujo modo de produção incluam maus-tratos ou crueldade animal, abrangendo desde alimentos até roupas e entretenimento, como rodeios. Produtos testados em animais, couro e quaisquer alimentos de origem animal são banidos de uma vida vegana. O vegetarianismo, prática mais comum, é apenas uma das facetas desse estilo de vida, abrangendo somente a alimentação. Alguns vegetarianos chegam a consumir os alimentos, que não envolvem o abate do animal, como leite, seus derivados e ovos.

O veganismo se baseia no conceito de que todos os animais possuem senciência, caracterizada pela capacidade de o animal experimentar sensações, como frio ou dor, pela consciência de estar vivo, e pela vontade de permanecer com vida. Portanto, os animais possuem direitos análogos aos seres humanos, que devem ser respeitados.
Nina Perez é estudante na Faculdade de Comunicação (FAC) da UnB, e apesar de ser vegana há apenas quatro meses, é vegetariana a seis anos. “A minha rotina não mudou muito, mas ficou complicado para comer fora. Eu tenho que checar se o restaurante possui opções veganas ou então comer em casa mesmo”, diz Nina. “Eu também só compro produtos que não foram testados em animais, e tenho que comprar às vezes em lojas especializadas ou ecomercados”.

Bruno percebe uma aceitação maior do movimento vegano atualmente. Ele afirma que os eventos realizados com a bandeira do veganismo recebem diversos participantes, incluindo muitas pessoas que estão interessadas em conhecer melhor o veganismo. Outro sinal da expansão do movimento é o número cada vez maior de restaurantes e lanchonetes que oferecem refeições sem alimentos de origem animal. Os praticantes do veganismo na UnB, por exemplo, nem sempre precisam levar o almoço de casa: “Há pessoas ativistas de fora da UnB que todo dia na hora do almoço leva o carro com um monte de marmitas veganas para vender, sempre com muita procura”.
A FALA se disponibiliza para fornecer mais informações sobre o veganismo e direitos animais através da página do Facebook ou diretamente com Bruno, através do número 8227-7280. (Campusonline – Por Victor Correia).

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